Português   English   Español

Em entrevista, Janaina Paschoal explica porque vota em Bolsonaro

Morris Kachani, jornalista do Estadão, queria entender os motivos que levavam uma pessoa a votar no pré-candidato Jair Bolsonaro. Ele encontrou na jurista Janina Paschoal a pessoa certa para tirar suas dúvidas.

“Encontrei na advogada Janaina Paschoal uma interlocutora possível. Quando soube que ela declarou seu voto a ele, na semana passada, e que seu nome estava sendo cogitado inclusive para compor como vice da chapa, decidi procurá-la”, explicou Morris Kachani.

A entrevista foi realizada na sexta-feira (6), horas antes do Brasil perder para a Bélgica na Copa do Mundo, na sala de reunião de seu escritório, em um prédio da rua Pamplona, em São Paulo.

Abaixo citamos alguns trechos interessantes das declarações de Janaina Paschoal durante a entrevista. A matéria completa pode ser lida no site do Estadão.

“Eu sofri muito para fazer o impeachment da Dilma. As pessoas não têm noção. Foi questão de vida ou morte. E eu não quero perder tudo isso”.

“Não queria apoiar PT, não queria apoiar PSDB, não queria apoiar MDB, não queria apoiar alguém que tivesse uma visão muito à esquerda – isso eu já tinha claro na minha cabeça. Por exclusão, o que sobrou? Sobrou o PSC, que não está em nenhum escândalo, que tem uma linha mais à direita, talvez mais à direita do que eu seja, mas até aí ninguém tem situações 100% nunca”.

“Aí eu falei assim: ‘Mas, Deputado, se eu entrar no partido do senhor, o senhor vai me ouvir?’. Aí ele respondeu assim: ‘Mas a pergunta não é essa. A pergunta é se você vai me ouvir, porque tudo o que você pensa de mim, Janaina, eu penso de você’. E eu gostei dessa conversa”.

“Para fazer tudo o que precisa ser feito, o presidente deve ser alguém que não esteja preocupado com o que achem dele ou dela. E o Bolsonaro já provou que não está nem aí. Ele faz aquilo que acha que tem que fazer. Nós vamos precisar disso”.

“A cabeça de um militar é diferente em termos de colocar os interesses públicos do Brasil na frente dos interesses particulares”.

“Vai ser necessário enfrentarmos, inclusive, o Poder Judiciário”.

“A esquerda adora falar que o Bolsonaro é machista e misógino, mas no dia a dia os esquerdistas são até piores. A esquerda se entusiasma muito com a sexualização das crianças”.

“Qualquer coisa que se diga é vista como homofobia, como transfobia. E isso irrita quem não compartilha dessa histeria. O que está acontecendo é uma imposição para todos de um pensamento único”.

Deixe seu comentário

Veja também...