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Odebrecht apresenta a Moro e-mails como provas contra Lula

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Anexados no processo sobre o sítio de Atibaia, os emails tratam também de prédio ao Instituto Lula e de conta-corrente de propina com Antonio Palocci.

De acordo com informações do G1:

A defesa de Marcelo Odebrecht entregou, nesta quarta-feira (27), 43 e-mails trocados entre 2008 e 2013 ao juiz Sérgio Moro, que é responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

As mensagens estavam no computador pessoal de Odebrecht e, conforme os advogados, reforçam o que Marcelo disse na delação premiada sobre a relação da Odebrecht com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa afirma que Marcelo só teve acesso a esse conteúdo depois que passou a cumprir prisão domiciliar, em dezembro deste ano. Por conta disso, os e-mails foram encaminhados apenas agora, ainda de acordo com os advogados.

Essa é a terceira remessa de e-mails do computador pessoal que Marcelo Odebrecht encaminha para a Justiça. Agora, Moro deve decidir se esse novo material pode ser usado como prova nos processos.

Segundo informações da VEJA:

Incluídos no processo referente ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), os e-mails tratam de obras na propriedade rural, da compra de um prédio ao Instituto Lula, em São Paulo, que baseia outro processo da Lava Jato, além de pagamentos destinados a Lula por meio da “conta corrente de propinas” mantida entre a Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci, identificado como “Italiano” nas planilhas da empreiteira.

Em 21 de junho de 2011, Odebrecht dá uma orientação ao executivo Luiz Antonio Mameri que indicaria que Lula sabia da conta de propinas com Palocci. “Qd mencionar ao amigo de BJ que o acerto do evento foi com Italiano/amigo de meu pai, e não com PT, importante não mencionar nada sobre minha conta corrente com Italiano pois só ele e amigo de meu pai sabem [sic.]”.

Segundo os delatores da empreiteira, menções a “amigo” ou “amigo de EO” correspondiam ao ex-presidente, que seria amigo de Emílio Odebrecht, pai de Marcelo. Na petição encaminhada pelos defensores do empresário ao juiz federal Sergio Moro, os defensores dele afirmam que a mensagem “reforça o conhecimento de Lula sobre a ‘conta-corrente’ mantida com Antônio Palocci (Italiano)”.

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