Embaixada dos EUA em Jerusalém estreita laços entre Israel e evangélicos

Embaixador norte-americano disse que os cristãos evangélicos dos Estados Unidos apoiam Israel.

Uma noite após a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, em 14 de maio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com os evangélicos americanos para juntos planejarem os seus próximos passos.

Netanyahu agradeceu aos pastores e ativistas por terem pressionado o presidente Donald Trump a transferir a embaixada, contrariando uma política americana que vigorava há décadas.

David M. Friedman, o embaixador americano em Israel que presidiu a inauguração da embaixada, disse que os cristãos evangélicos “apoiam Israel com um fervor e uma dedicação muito maior do que muitos membros da comunidade judaica”.

De acordo com informações do Estadão:

Concluindo dezenas de anos de lobby, a inauguração da embaixada em Jerusalém foi o principal reconhecimento público da crescente importância que o governo de Netanyahu atribui aos seus aliados cristãos conservadores, embora alguns deles tenham sido acusados de fazer declarações antissemitas.

Ainda que Israel dependa há muito tempo do apoio da diáspora judaica, o governo de Netanyahu realizou uma guinada histórica e estratégica, passando a depender da base muito maior formada pelos cristãos evangélicos, mesmo correndo o risco de afastar os judeus americanos, que talvez estejam apreensivos pelo fato de os evangélicos denegrirem a sua fé.

O paradoxo é bastante conhecido: a crença de muitos cristãos evangélicos de que Israel é um povo especial para Deus – e, para alguns, um indicador nas profecias do Apocalipse – fez com que muitos apoiassem agressivamente o Estado de Israel, embora reiterando, ao mesmo tempo, que a salvação só caberá aos que aceitam Jesus como o seu salvador.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia