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Brasil busca acordo comercial com empresas espaciais dos EUA

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Capa: REUTERS/Lucas Ruiz

Autoridades brasileiras esperam concluir um acordo com os Estados Unidos ainda este ano, o que facilitaria a abertura de uma base espacial comercial em Alcântara.

O Brasil quer atrair clientes se promovendo como uma alternativa barata a Kourou, base espacial europeia localizada na Guiana Francesa, que lança principalmente grandes satélites.

No dia 22 de fevereiro, representantes do governo brasileiro, junto com companhias espaciais dos dois países, realizaram uma teleconferência com uma autoridade da Casa Branca que foi questionada se o governo Trump concordaria com um acordo de salvaguardas tecnológicas com o Brasil, de acordo com uma pessoa que participou do telefonema.

O acordo de salvaguardas pode ser concluído neste ano se o Departamento de Estado norte-americano receber permissão para negociar, segundo representantes da indústria.

Uma tentativa anterior de parceria espacial entre os Estados Unidos e o Brasil fracassou em 2003, quando o acordo de salvaguardas tecnológicas enfrentou resistência do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi rejeitado por parlamentares.

Especializada em pequenos foguetes, a Vector Launch Inc, do Estado norte-americano de Arizona, parece estar animada com a possibilidade de fazer lançamentos do Brasil. A empresa quer desbancar especialistas em grandes cargas, como a SpaceX, do empreendedor bilionário Elon Musk, ao lançar satélites individualmente em foguetes menores, cortando custos e tempo de espera para seus clientes.

Nossa visão é lançar centenas de foguetes Vector em órbita para satisfazer o crescente mercado de microsatélites”, disse o vice-presidente da Vector, Alex Rodriguez, que visitou Alcântara em dezembro junto com a Boeing.

O Brasil abandonou planos de construir seu próprio foguete para transportar grandes satélites após uma explosão em 2003 em Alcântara que matou 21 pessoas. O país está desenvolvendo um foguete menor para microsatélites que será lançado de Alcântara no próximo ano.

Como você viu em matéria publicada dias atrás pela Renova, o major-brigadeiro Luiz Fernando Aguiar, presidente da Comissão Coordenadora de Implementação de Sistemas Espaciais da FAB, afirmou:

Ainda não há nenhuma parceira fechada, mas estamos conversando e negociando com várias empresas do setor aeroespacial, incluindo a SpaceX, para o uso da nossa base em Alcântara. Algumas dessas conversas estão bem adiantadas e devemos anunciar a primeira parceria em breve.

Com informações de: [ReutersBR]

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