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Erdogan compara palestinos em Gaza a judeus perseguidos pelo nazismo

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O líder do regime islâmico da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, comparou nesta sexta-feira (18) as ações de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza à perseguição dos judeus pelos nazistas.


Erdogan declarou:

Não há diferença entre a atrocidade cometida contra o povo judeu na Europa há 75 anos e a brutalidade cometida contra nossos irmãos em Gaza.

Ele também disse que não fazia sentido os líderes “de um povo que sofreu todos os tipos de tortura nos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial” atacar os palestinos “utilizando métodos similares aos dos nazistas”.

De acordo com informações da AFP:

Ao mesmo tempo, milhares de pessoas foram às ruas em Istambul, na presença de Erdogan e do primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, em solidariedade com os palestinos.

Em meio à multidão, o presidente turco reconheceu que o mundo muçulmano “fracassou em Jerusalém”, por não conseguir impedir a transferência da embaixada americana para a Cidade Santa.

“As violações cometidas (por Israel) em Jerusalém e na Palestina se explicam pelas divisões entre os próprios muçulmanos”, acrescentou.

Após a manifestação, Erdogan abriu a “cúpula extraordinária” da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI).

O resultado da reunião das nações islâmicas foi reportado pela revista VEJA:

O comunicado preliminar pede “proteção internacional ao povo palestino” e “condena as ações criminosas das forças israelenses contra civis desarmados” na Faixa de Gaza. O texto também acusa o governo dos Estados Unidos de “encorajar os crimes de Israel e protegê-lo” e denuncia a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém.

Erdogan, que expressou duras críticas contra Israel após a morte na segunda-feira de 60 palestinos por tiros israelenses em Gaza, disse que espera que a OCI envie “uma mensagem forte” na reunião de Istambul.

“A única linguagem que este tirano imoral (o primeiro-ministro israelense Benjamim Netanyahu) compreende é a da força”, declarou após a cúpula. O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, acusou Israel “de imitar Hitler e Mussolini”.

Já o primeiro-ministro palestino Rami Hamdallah acusou o governo americano de procurar “provocar um conflito religioso na região”.

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