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Escândalo da espionagem de Obama parece ser maior que Watergate

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

O caso ‘Spygate’ é um claro exemplo de trabalho conjunto entre órgãos do governo, figuras do alto escalão da administração Obama e chefes das agências de espionagem, contra a campanha de um candidato do partido da oposição. Donald Trump está certo quando diz que é alvo de uma caça às bruxas.

“F.B.I. usou informante para investigar laços russos na campanha, não para espionar, como Trump alega”, dizia a manchete de uma longa matéria do New York Times em 18 de maio.

“O Departamento de Justiça usou um suposto informante para investigar se os assessores de campanha de Trump estavam fazendo contatos impróprios com Rússia em 2016”, dizia uma reportagem na edição de 21 de maio do Wall Street Journal.

Estes dois artigos da grande mídia norte-americana deixam claro que aqueles especialistas que rotulavam as acusações de infiltração da administração Barack Obama na campanha de Donald Trump como fantasia estavam totalmente equivocados. A nova narrativa utilizada no momento é que o aparato da inteligência e da lei do governo Obama teve que manter uma vigilância sobre a campanha de Trump pelo bem dos Estados Unidos.

Este argumento, evidentemente, não foi uma desculpa suficiente para os defensores de Richard Nixon, quando ficou claro que os agentes do ex-presidente haviam grampeado a sede do Comitê Nacional Democrata em junho de 1972.

Até 2016, quase todos concordariam que utilizar agências de inteligência do governo para espionar uma campanha política do partido da oposição, com direito ao uso de informantes, não é uma atitude tida como benéfica para o futuro da nação. A esquerda sempre foi especialmente desconfiada do FBI e da CIA. Hoje em dia, eles dizem que qualquer um que questionar a boa fé das agências é antipatriótico.

As raízes do crime cometido em Watergate foi uma tentativa de vigilância do Comitê Democrata depois que George McGovern parecia prestes a ganhar a nomeação presidencial do Partido Democrata. Da mesma forma, a má conduta do governo Obama no caso ‘Spygate’ foi uma tentativa de vigilância da campanha presidencial do Partido Republicano depois que Trump conseguiu a nomeação.

Em ambos os casos, a administração em exercício considerou o candidato não-ortodoxo da oposição como um perigo a política externa de longa data da nação e, portanto, perigosa para o futuro do país. McGovern renunciou à política tradicional da Guerra Fria dos democratas. Trump expressou ceticismo sobre várias políticas dos governos de George W. Bush e Obama sobre a OTAN, o México, o Irã e a Rússia.

Até o momento, nem a espionagem de Obama, nem a investigação do procurador especial Robert Mueller apresentou provas definitivas de conluio do time Trump com a Rússia. Nenhuma das acusações de Mueller até o momento aponta nessa direção, todas estão relacionadas com crimes de âmbito nacional, em sua maior parte no âmbito financeiro. Além de tudo isso, a política externa do governo Trump, ao longo destes 16 meses, tem sido muito menos favorável à Rússia do que a de Obama.

Tanto os grampos de Watergate, quanto a infiltração de espiões e investigadores pelo governo Obama na campanha de Trump, tiveram sua inspiração em meio a temores de que a oposição pudesse vencer e apontar as políticas da nação para um caminho oposto.

Mas existem duas diferenças óbvias entre o Watergate e a infiltração do governo Obama. Os agentes do Watergate foram presos em flagrante delito e seus grampos nunca funcionaram, nem o FBI e CIA cooperaram totalmente com o esquema de espionagem eleitoral.

O caso ‘Spygate’ é um claro exemplo de trabalho conjunto entre órgãos do governo, figuras do alto escalão da administração Obama e chefes das agências de espionagem, contra a campanha de um candidato do partido da oposição. Donald Trump está certo quando diz que é alvo de uma caça às bruxas.

 

Matéria de opinião traduzida e adaptada do jornal NY Post

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