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Escassez de remédios mata centenas em hospital da Venezuela

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Mais de uma centena de doentes do Hospital Raul Leoní, em San Félix, localizado a cerca de 670 quilômetros de Caracas, morreram desde janeiro, por falta de suprimentos e de médicos.

A situação catastrófica foi denunciada pelo Colégio de Médicos nessa terça-feira (06) em conferência de imprensa.

O Colégio de Médicos “exigiu ao Estado que, em vez de investigar e perseguir quem informa sobre a crise que tem matado crianças e adultos, averigue sobre as precárias condições de trabalho” naquele que é o único organismo público de saúde da cidade de San Félix.

Segundo o secretário-geral do Colégio de Médicos, Hugo Lezama, há muito medo entre os médicos e empregados do hospital, porque estão sendo investigados pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (serviços secretos), depois da imprensa denunciar que seis recém-nascidos morreram recentemente devido a uma falha de energia elétrica que afetou as máquinas de assistência respiratória a que estavam ligados.

Esperamos que o Ministério Público e as autoridades façam as investigações pertinentes porque não temos culpa que morram (pessoas) pela falta de suprimentos”, declarou o médico Hugo.

Segundo o cirurgião Luís Valera, faltam antibióticos, salas de operação, produtos reativos para laboratórios e ‘hemoderivados’ (produtos sanguíneos) para transfusões de sangue.

O hospital também está com problemas para prestar assistência às pessoas porque a perseguição da ditadura levou quase 60% do pessoal médico a pedir demissão. Por esse motivo, não há especialistas em cirurgia cardiovascular, otorrinolaringologia, anatomopatologia e há apenas um cirurgião infantil.

 

Com informações de: [DN]
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