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Escassez de remédios impede venezuelanas de tratar câncer de mama

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A situação do sistema de saúde da Venezuela está cada vez mais decadente.

“Alguém tem que entender o que significa passar pelo que estou passando, eu e milhares de venezuelanos, o que é ir a um hospital, e que não te dão esperança, ouvir que você deve receber um tratamento, mas que não existe na Venezuela. Estão me desenganando, e eu não quero morrer”, diz Elizabeth Salazar.

As palavras dela foram difundidas em vídeos e fotografias na semana que passou nas redes sociais, inclusive nas que censuram os mamilos femininos.

A mulher de 64 anos levantou a blusa no meio de um protesto em frente ao Ministério de Saúde, no centro de Caracas. Chorando, mostrou como um câncer grau 3 devorou seu seio esquerdo, uma doença que tem 80% de probabilidades de sobrevivência, mas que na Venezuela avança pela brutal escassez de medicamentos e insumos.

A cena mostrou o desespero dos venezuelanos com a cada vez mais grave crise humanitária no país, mas não chamaram a atenção da ditadura de Nicolás Maduro.

De acordo com informações do El País:

O coquetel de fármacos que requer Elizabeth para sua quimioterapia é o que se receita na maioria dos 5.900 casos de câncer de mama detectados na Venezuela a cada ano. O abastecimento destes medicamentos começou a falhar em 2016 e eles desapareceram quase totalmente das farmácias de alto custo, tanto as privadas como as do Governo, no ano passado.

Em março passado um inquérito realizado pela ONG Médicos pela Saúde, que tomou uma amostra que abarca 90% das camas hospitalares do país (de 104 hospitais e 33 clínicas privadas), revelou que 90% dos serviços de radioterapia estão inoperantes e que em 94% dos centros de saúde não pode ser feita sequer uma radiografia. Em 88% dos hospitais faltam medicamentos, uma cifra que foi aumentando desde 2014, quando iniciaram o monitoramento, e os fármacos faltavam em 55% dos centros. Em 79% dos hospitais do país falta material cirúrgico e mais da metade dos pavilhões está inoperante.

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