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Escócia quer proibir crianças de cabecear a bola

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Escócia quer proibir crianças de cabecear a bola
Imagem: Reprodução/Twitter
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“As crianças, em seu estágio de formação, precisam de proteção. Há um risco real que não pode ser medido agora”, diz federação de futebol da Escócia.

A Associação Escocesa de Futebol (SFA) quer proibir crianças com até 12 anos de idade de cabecear a bola em treinamentos em seus respectivos clubes ou escolas.

Mike Mulraney, vice-presidente da entidade da Escócia, disse que o objetivo é preservar a saúde de meninos e meninas, reduzindo o risco de eles terem posteriormente danos cerebrais que afetariam as funções cognitivas, podendo inclusive resultar em demência.

De acordo com estudo divulgado no ano passado, os futebolistas têm 3,5 mais chance de morrer de doenças neurodegenerativas do que a população em geral.

Ao todo, fizeram parte da pesquisa 7.676 ex-jogadores e 23 mil pessoas que não praticaram profissionalmente o futebol.

O estudo não afirma categoricamente que cabecear a bola com frequência resulta em patologias, mas induz a essa conclusão. 

Segundo o jornal Folha, Mulraney afirmou:

“As crianças, em seu estágio de formação, precisam de proteção. Há um risco real que não pode ser medido agora, mas indubitavelmente há um risco. Não vejo lógica em tomarmos qualquer outra decisão.”

Desde 2016, nos Estados Unidos, professores e técnicos de futebol que lidam com crianças de até 10 anos não realizam atividades com cabeceios, devido ao temor de ocorrência de lesões no cérebro.

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