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Espião do FBI manteve contato com membros da campanha de Trump

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Nos últimos dias, Trump e seus aliados fortaleceram suas críticas ao FBI por ter espionado indevidamente a campanha presidencial de 2016.


Em meados de julho de 2016, um professor americano aposentado se aproximou de um assessor da campanha presidencial de Donald Trump em um simpósio sobre a corrida da Casa Branca realizado em uma universidade britânica.

O professor aproveitou a oportunidade para iniciar uma conversa com Carter Page, a quem Trump havia nomeado alguns meses antes como consultor de política externa.

Mas o professor era mais do que um acadêmico interessado na política americana – ele era uma fonte da inteligência norte-americana há muito tempo.

E, em algum momento de 2016, ele começou a trabalhar como um informante secreto do FBI ao investigar a interferência da Rússia na campanha, de acordo com pessoas familiarizadas com suas atividades.

O papel desempenhado pelo professor espião deixa claro que a Polícia Federal dos Estados Unidos estava espionando a campanha do candidato republicano ativamente.

Segundo relatos, havia pelo menos um representante do FBI implantado, para fins políticos, em minha campanha para presidente. Aconteceu muito cedo, e muito antes da falsa narrativa da Rússia se tornar uma história “quente” para a Fake News. Se for verdade – será o maior escândalo político!

A indignação do presidente norte-americano é totalmente compreensível.

A confirmação do informante do FBI espionando a campanha de Trump, vários meses antes da narrativa sobre interferência da Rússia começar a ser propaga pelos veículos de informação da velha imprensa, é uma confirmação de que o governo do ex-presidente Barack Obama utilizou agências de inteligência dos Estados Unidos para espionar seu adversário político.

Fica claro que o pântano político e midiático de Washington estava extremamente preocupado com a possibilidade de vitória do candidato conservador Donald Trump e passou a fazer uma vigilância profunda, mesmo sem ter evidências concretas para abrir uma investigação na Justiça norte-americana.

 

Traduzida e adaptada do Washington Post

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