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Esquerda francesa revoltada com aproximação entre Igreja e Macron

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O presidente Emmanuel Macron provocou uma onda de reações de indignação na França, sobretudo entre a esquerda, depois de declarar que deseja “reparar” o elo “danificado” entre a Igreja e o Estado.

Em um longo discurso na Conferência Episcopal na segunda-feira (09) à noite, Macron afirmou que deseja “reparar” os vínculos entre a Igreja e o Estado por meio de um “diálogo de verdade”.

“Um presidente da República que alegasse um desinteresse pela Igreja e os católicos faltaria com seu dever”, completou.

Mas em um país no qual o laicismo está ancorado desde 1905 por uma lei sobre a separação entre a Igreja e o Estado, as declarações do presidente de 40 anos provocara reações intensas.

O ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls recordou no Twitter que “o laicismo é a França”.

“O laicismo é nosso tesouro. Isto é o que o presidente da República deveria defender”, tuitou o novo líder do Partido Socialista, Olivier Faure.

O partido de extrema-esquerda França Insubmissa chamou o discurso do presidente de “irresponsável”.

“#Macron em pleno delírio metafísico. Insuportável. Esperamos um presidente, escutamos um sub-padre”, criticou o presidente do partido e ex-candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon, no Twitter.

O ministro do Interior, Gérard Collomb, defendeu o presidente.

O que ele disse é que para o homem o importante não é apenas o materialismo, e sim que há uma busca absoluta de espiritualidade, de dar um sentido à vida. Pode ser um tom novo, mas não rompe em nada com os grandes princípios do laicismo.

O princípio da separação da Igreja e do Estado é defendido por muitos franceses. De acordo com uma pesquisa de 2017 do instituto WinGallup, 50% dos franceses se declaram ateus ou sem religião, contra 45% que declaram ter uma religião.

Mas também é um tema que gera debates acalorados, sobretudo a respeito das manifestações públicas da fé muçulmana ou da herança cristã do país.

 

Com informações de: [IstoÉ]

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