Esquerda pró-Soros nas ruas da Hungria contra nova lei trabalhista

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Esquerda pró-Soros nas ruas da Hungria contra nova lei trabalhista
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Manifestantes marcharam em Budapeste pelo quarto dia consecutivo para se opor às leis promovidas pelo governo da Hungria que, segundo os críticos, restringirão os direitos dos trabalhadores.


Os manifestantes entoaram gritos contra o governo enquanto enfrentavam temperaturas abaixo de zero em Budapeste durante protesto contra as regras revisadas de horas extras que os legisladores húngaros aprovaram na última quarta-feira.

A nova lei prevê que as empresas autorizadas peçam aos seus funcionários que façam até 400 horas-extras por ano – isto é, o equivalente a dois meses de trabalho – pagáveis dentro de três anos.

Desde o primeiro protesto na noite de quarta-feira, as manifestações evoluíram e passaram a criticar o governo do primeiro-ministro Viktor Orban como um todo.

Anna Donath, vice-presidente de um movimento esquerdista, durante protesto na Hungria

Um porta-voz do governo da Hungria, disse que os cidadãos têm o direito constitucional de se protestar livremente desde que as leis não sejam quebradas no processo.

Na quinta-feira, vândalos jogaram garrafas e bombas de fumaça contra policiais que protegiam o prédio do parlamento húngaro. A polícia disse que dois policiais ficaram feridos.

As manifestações estão sendo organizadas por grupos como o Jobbik, um movimento que se autodenomina como um partido trabalhista, além de braços de partidos esquerdistas e liberais.

Sindicatos e organizações defensoras do bilionário húngaro-americano George Soros também fazem parte dos protestos, registrou o jornal “The Washington Post“.

Soros é apresentado por Orbán como uma ameaça à soberania da Hungria.

Em declaração dias atrás, o porta-voz do partido conservador governista Fidesz disse que os protestos estavam sendo organizados pelo bilionário globalista George Soros, que é apresentado pelo governo do premiê Orbán como uma ameaça à soberania da Hungria.

Conforme noticiou a Renova, o porta-voz declarou:

A oposição, em uma situação desesperadora, faz papel de palhaço no parlamento, agindo de forma agressiva e conspirando com as organizações de Soros para organizar protestos violentos nas ruas.

Ainda de acordo com o “Washington Post“, os aliados de Orban voltaram a denunciar neste domingo os protestos como o trabalho de organizações esquerdistas financiadas por Soros.

Gergely Gulyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro, criticou os “manifestantes de Soros” exibindo abertamente “ódio anti-cristão”.

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