Estadão coloca as luvas e sai em defesa do globalismo

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Estadão coloca as luvas e sai em defesa do globalismo
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Em matéria publicada na tarde desta quinta-feira (10), o jornal “O Estado de S.Paulo” partiu para o ataque franco contra o chanceler Ernesto Araújo e se posicionou em defesa do globalismo.

“A tal ‘guinada’ liderada pelo chanceler Ernesto Araújo tem potencial para acabar de vez com o que ainda resta da boa reputação do Brasil no mundo civilizado”, diz o subtítulo do texto publicado no site do “Estadão“.

A matéria de opinião, por sinal, não está assinada por nenhum jornalista, sendo classificada como “Notas e Informações, O Estado de S.Paulo”.

Voltando ao subtítulo, onde o jornal fala “boa reputação do Brasil no mundo civilizado” pode ser compreendido como o período onde o governo brasileiro abaixava a cabeça para todas as vontades das organizações multilaterais, seguindo a agenda globalista como um “bom aluno“.

Em discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, o diplomata Ernesto Araújo deixou claro que sua missão como ministro das Relações Exteriores seria mostrar que o Brasil pode ocupar uma posição de destaque no cenário geopolítico internacional, sem se sujeitar às ordens de burocratas globalistas.

“Queríamos ser um bom aluno na escola do globalismo e achávamos que isso era tudo. O Brasil volta a dizer o que sente e sentir o que é”, disse Araújo em um trecho do seu pronunciamento.

Talvez por isso o discurso do chanceler tenha sido tão massacrado por membros da grande mídia brasileira. Os defensores do globalismo não perdem a oportunidade de ridicularizar qualquer um que ouse confrontá-los.

Chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, em seu discurso de posse.

Intensa defesa do pacto migratório da ONU

A matéria do jornal “Estadão” trata a saída do Brasil do pacto migratório das Nações Unidas como uma espécie de apocalipse diplomático.

“O sombrio ideário que até agora se afigurava como um prenúncio de retrocesso na política externa brasileira começou a se concretizar em medidas do governo do presidente Jair Bolsonaro”, diz o primeiro parágrafo do texto.

Ao que tudo indica, qualquer atitude tomada pelo presidente Jair Bolsonaro que afete a agenda globalista será considerado um “retrocesso na política externa brasileira” pela maior parte dos veículos da grande mídia brasileira.

Após uma leitura minuciosa, este texto publicado no “Estadão” pode ser classificado como uma ampla defesa do Pacto Global da ONU para Migração Segura, Ordenada e Regular. O jornal realmente ficou incomodado com a retirada do Brasil de tão jovem acordo.

Basicamente, o(s) autor(es) do texto tenta(m) colocar na cabeça do leitor que se mais de 100 nações assinaram o acordo da ONU, quem é o Brasil para ousar não seguir a manada?

Oportunamente, em nenhum momento do artigo pode ser encontrada a lista de países que não aceitaram fazer parte do pacto. Entre eles podemos citar: Estados Unidos, Itália, Israel, Chile, Austrália, Hungria, etc.

“Somos uma Nação forjada pelo trabalho incansável de brasileiros e estrangeiros que aqui convivem em harmonia poucas vezes vista em outros países. Aqui prevalece o espírito de tolerância. Não é republicano encabrestar uma história secular de acolhimento e multiculturalismo em função do viés ideológico do governo de turno”, completa o jornal, aproveitando aquela velha narrativa de ameaça às minorias.

É compreensível a pressa da grande mídia para ridicularizar a nova política externa brasileira. Afinal, até alguns anos atrás, usar o termo “globalismo” era motivo de chacota por grande parte da classe jornalística.

Agora, segundo o novo chefe do Itamaraty, o Brasil está na dianteira da luta contra a agenda globalista.

Que mudança de posicionamento, senhoras e senhores!

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