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Estatísticas sobre morte por homofobia no Brasil são exageradas

Estatísticas sobre morte por homofobia no Brasil são exageradas

“O Brasil é o país que mais mata gays, lésbicas e travestis no mundo”. Esta informação é repetida com frequência pela velha imprensa e por militantes de esquerda. Mas será que ela é verdadeira?

O mais tradicional levantamentos estatísticos sobre a violência contra LBGT no Brasil é desenvolvido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) há 39 anos.

Produzido anualmente, ele é divulgado, principalmente pela imprensa, com grande destaque. Publicações como O Globo, Estadão, Folha de São Paulo, Gazeta do Povo, Reuters, BBC, NPR, The New York Times, já fizeram matérias com base nos dados do GGB.

O pesquisador mineiro Eli Vieira, biólogo de 32 anos, mestre em genética e biologia molecular, com doutorado em genética pela Universidade Cambridge, na Inglaterra, juntou uma equipe de pesquisadores para analisar este levantamento, registra o jornal Gazeta do Povo em artigo publicado nesta quinta-feira (2).

Para descobrir até onde vai a imprecisão do levantamento, Eli, que é homossexual, refez todo o trabalho do GGB referente ao ano de 2016, checando todos os dados colhidos pelo grupo.

A conclusão não surpreende: o estudo não passa de um clipping de notícias, interpretadas pelos militantes do GGB e transformadas em uma lista para construir uma narrativa negativa sobre o Brasil.

“Apesar do relatório se referir ao Brasil, estão incluídos seis casos de mortes no exterior. Há alguns casos duplicados. Em alguns casos descobrimos uma leitura incompleta do relato jornalístico: por exemplo, um casal heterossexual supostamente viciado em drogas foi assassinado por um traficante no Ceará. Aparentemente, o caso foi incluído pelo GGB somente porque a manchete omitiu o sexo da mulher, dando a entender erroneamente que poderia ser um casal gay”, explica o pesquisador.

“Dos casos colhidos na imprensa pelo GGB, foi possível concordar somente que 31 casos foram mortes motivadas pela homofobia no Brasil. Isso significa que o relatório errou em 88% dos casos de homicídio, e que somente 9% dos dados totais para o ano de 2016 servem para fazer as conclusões que o grupo e a imprensa que o cita fazem”, concluiu o relatório.

Resultado da checagem dos dados: a real cara do que foi apresentado como morte por homofobia.

O estudo completo foi publicado no site da “Liga Humanista Secular do Brasil”, denominada pela sigla LiHS. Segundo a seção institucional do site, trata-se de “uma ASSOCIAÇÃO CIVIL de Direito Privado, de caráter humanista secular, sem fins lucrativos”.

O estudo divulgado na quarta-feira, dia 1º de maio, recebeu o título de “Principais estatísticas brasileiras de morte por homofobia são falsas, conclui checagem independente”. Assinaram o texto: Eli Vieira, Camila Mano, Daniel Reynaldo, David Agape e Vanessa Bigaran.

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