Estudantes acusam presidente da Nicarágua de assassinato e pedem renúncia

Com gritos de “assassino” e pedidos de renúncia de Ortega, a Nicarágua iniciou uma tentativa de diálogo entre regime e manifestantes para aliviar tensões no país centro-americano.

Uma missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) chegou nesta quinta-feira (17) à Nicarágua em meio a uma grave crise política e social no país.

Há um mês, o país da América Central tem intensos protestos que já deixaram cerca de 60 mortos e 500 feridos.

A visita da CIDH foi uma das condições da Igreja Católica, dos estudantes e outros setores sociais para participarem de um diálogo com o governo do presidente Daniel Ortega e sua vice, também sua mulher, Rosario Murillo.

Segundo informações do Estadão:

Na quarta-feira, Ortega se encontrou com opositores, em debate organizado pela Igreja Católica da Nicarágua, para tentar negociar uma saída do ciclo de violência e da crise social que contesta o seu regime.

Acompanhado de Rosario, o ex-guerrilheiro teve de enfrentar a resistência, a revolta e os insultos dos presentes. As conversas serão retomadas na sexta-feira, 18.

“Esse não é um espaço de diálogo”, disse um estudante a Ortega, 72 anos, logo no início do primeiro encontro, televisionado em rede nacional. “É um espaço para negociar a sua saída”.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia