Estudos apontam que ideologia de gênero prejudica o desenvolvimento infantil

Na televisão, nos cursos de humanas nas universidades, sites e outros meios de comunicação, a ideologia de gênero, ou questões de gênero, é um dos assuntos do momento. Impulsionado pela popularização do movimento feminista, este assunto procura sempre criticar os chamados “estereótipos de gênero” e defender que as diferenças entre os sexos masculinos e femininos são meras construções sociais ao beberem na fonte de Simone de Beavouir e Judith Butler.

Então se as diferenças não biológicas do ser são construídas através da cultura, é possível, de acordo com os defensores da ideologia de gênero, a existência de uma incombatibilidade entre o sexo e o gênero de uma pessoa. Para então ajustar estas duas partes do ser, antropólogos, filósofos, ativistas do feminismo, artistas e até psicólogos defendem as cirurgias de mudança de sexo ou bloqueadores de hormônios para fazer mudanças físicas nas vítimas da chamada disforia de gênero.

Quem sofre com transtornos de identidade de gênero não são apenas adolescentes ou jovens que estão em fase de descobrimentos. As crianças também fazem parte desta estatística. De acordo com o jornal britânico “Gloucester Citizen” em uma publicação de 2016, o número de meninos e meninas com disforia de gênero cresceu 1000% nos cinco anos anteriores.

Apesar da existência de um grande lobby nos veículos de comunicação e universidades pelo uso de bloqueadores hormonais a fim das vítimas da disforia de gênero se sentirem felizes, muitos médicos, principalmente no exterior, acreditam que medidas como essas não devem ser implementadas em adolescentes e principalmente em crianças. Quem pensa diferente, defende a utilização destes mecanismos para impedir futuros casos suicídios.

No entanto, a diretora Executiva do American College of Pediatrician, Michelle Cretella, é crítica deste argumento. Em um relatório, ela apontou que 98% dos meninos e 88% das meninas ao chegar na adolescência aceitam o seu sexo biológico. A pediatra também afirmou que ainda não há evidências científicas que a disforia de gênero seja a causa de suicídios. A última pesquisa que ganhou destaque nos meios de comunicação, por exemplo, foi o chamado Comportamento Suicida em Adolescentes Transgêneros. A médica afirmou em um texto para o “Daily Signal” que o estudo não oferece provas de que bloqueadores de puberdade impeçam os jovens de tirarem suas próprias vidas. Aliás, uma das pesquisas citadas no estudo tem uma amostragem pequena e um tempo de trabalho muito curto. A mudança de sexo, de acordo com Cretella, é ineficaz para impedir suicídios e é comprovado com um estudo sueco feito por 30 anos o qual revelou que a taxa de suicídio entre transexuais é 19 vezes maior em comparação com os não transexuais.

Embora muitos grupos defendam a mudança de sexo como forma de melhoria na qualidade de pessoas com disforia de gênero, a verdade é que ainda não houve prova alguma disso. A reunião de mais de 100 estudos sobre pessoas que mudaram de sexo concluiu que:

O Agressive Research Intelligence Facility, que realiza revisões de tratamentos de saúde para o National Health Service, concluiu que nenhum dos estudos fornece evidências conclusivas de que a mudança de gênero é benéfica para os pacientes. Descobriu-se que a maioria das pesquisas foi mal projetada, o que distorceu os resultados em favor da mudança física do sexo. Não houve avaliação se outros tratamentos, como aconselhamento a longo prazo, podem ajudar os transexuais, ou se a sua confusão de gênero pode diminuir ao longo do tempo.

Além da operação de mudança de sexo, o lobby em prol da ideologia de gênero advoga pelo uso de bloqueadores hormonais mesmo em crianças e adolescentes, principalmente para frear os efeitos da puberdade. Entretanto, o uso dessas substâncias podem trazer riscos à saúde de quem faz seu uso. Um estudo publicado na revista “The New Atlantis” revelou a existência de riscos de fraturas nos ossos no começo da fase adulta, câncer testicular, obesidade e impacto no desenvolvimento psicológico e cognitivo. Uma outra pesquisa mostrou que o uso de bloqueadores hormonais aumentam os riscos da contração de diabetes, câncer, doenças cardíacas, coágulos sanguíneos e hipertensão arterial.

Cretella, em um evento do think tank norte-americano Hertitage Foundation, também atacou o uso de bloqueadores hormonais:

A castração química, que é o que você está fazendo quando coloca uma criança biologicamente saudável sob o efeito de bloqueadores de puberdade (drogas), está tratando a puberdade como uma doença.

Ela continuou:

Estão ensinando crianças da pré-escola a mentira de que você pode estar preso no corpo errado. Mais uma vez, isso está apenas interrompendo seus testes de realidade normais e o desenvolvimento cognitivo.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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