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‘Eu não lembro’, diz ex-diretor envolvido no Obamagate

‘Eu não lembro’, diz ex-diretor envolvido no Obamagate
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Clapper “não lembra” porque pediu para “desmascarar” o nome do braço-direito de Trump em relatório de inteligência.

James Clapper, ex-diretor de Inteligência Nacional do governo Barack Obama, se esquivou de perguntas, na última quinta-feira (14), durante entrevista à emissora CNN.

O apresentador John Berman perguntou a Clapper por que ele fez três pedidos específicos para “desmascarar” o nome de uma pessoa em 2 de dezembro de 2016, 28 de dezembro de 2016 e 7 de janeiro de 2017.

Ao longo da semana, um relatório demonstrou que funcionários do governo Obama entraram com requisições para “desmascarar” o nome do tenente-general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional do presidente Donald Trump.

Clapper, uma dos nomes mais influentes da era Obama, disse que não se lembra por que fez esses três pedidos específicos, nem se lembra o que motivou a requisição:

“Não, não. Não lembro o que motivou uma solicitação feita em meu nome para desmascarar. Não me lembro das especificidades.”

O ex-diretor reiterou que nunca viu evidências diretas de conluio entre Trump, Flynn ou qualquer outro funcionário da campanha presidencial do Partido Republicano com a Rússia, mas revelou que poderia haver uma ameaça à segurança nacional, o que seria um motivo para os pedidos para “desmascarar” o nome do tenente-general:

“Pode ter havido, como eu disse, outras razões pelas quais você desmascararia. Mais uma vez, quando você lê o relatório, ele pode não dizer exatamente o que está acontecendo, então, se foi conluio ou o quê, o que você está tentando determinar é que isso representa uma ameaça à segurança nacional.”

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