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EUA criticam ausência de Taiwan em reunião da OMS

Tarciso Morais

Tarciso Morais

EUA criticam ausência de Taiwan em reunião da OMS
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Taiwan foi excluído da OMS, onde tinha o estatuto de observador até 2016, por pressão da China.

Os países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) adiaram a decisão sobre a participação de Taiwan como país observador da entidade internacional.  

A decisão aconteceu após o diretor-geral, Tedros Adhanom, ter negado ao país asiático a presença na reunião anual desta segunda-feira (18), contrariando o que tinha sido pedido pelos Estados Unidos.

Em nota à imprensa, o chanceler norte-americano Mike Pompeo criticou “a falta de independência” do diretor da OMS, a quem acusa de ter escolhido “não convidar Taiwan sob pressão da República Popular da China”.

Pompeo protestou:

“Enquanto o mundo continua a combater a pandemia de Covid-19, precisamos de instituições multilaterais que respeitem as suas missões estatutárias e sirvam os interesses de todos os seus estados membros, em vez de se enredarem em fazer política.”

E acrescentou:

“Ninguém questiona o fato de Taiwan ter implementado uma das respostas mais eficazes do mundo para conter a pandemia, apesar da sua proximidade geográfica com o berço do vírus, em Wuhan, na China.”

Em uma alfinetada na China, Pompeo continuou:

“Não é uma surpresa. Democracias transparentes, saudáveis e inovadoras como Taiwan sempre respondem melhor e mais rapidamente a pandemias do que regimes autoritários.”

Pompeo ainda destacou que o diretor-geral da OMS tinha “o poder legal e os precedentes necessários” para convidar Taiwan para a reunião anual da organização.

De acordo com o Diário de Notícias, o chanceler dos EUA completou:

“As ações difamatórias da China para silenciar Taiwan demonstram quão vazias são as suas reivindicações pela transparência e cooperação internacional contra a pandemia e tornam a diferença entre China e Taiwan ainda mais flagrante.”

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