Ex-comandante diz que Ortega quer conflito armado na Nicarágua

O comandante reformado Roberto Samcam lutou junto com Daniel Ortega na guerrilha Sandinista que, em 1979, derrubou a família Somoza do poder.

Depois, durante uma década, serviu no Exército da Nicarágua na guerra com os rebeldes da Contra, financiados pelos Estados Unidos.

Após deixar as armas, co-fundou o Grupo Patriótico de Soldados Reformados e atualmente é um aberto crítico de Daniel Ortega.

Em uma entrevista à AFP, Samcam analisa a resposta do presidente à crise desatada em abril na Nicarágua. O resultado, segundo ele, é toda uma vida de guerra.

PERGUNTA: O presidente nega que as forças de segurança tenham matado civis, mas organizações de cidadãos acusam paramilitares ligados ao governo de abrir fogo contra os manifestantes. Quem são?

RESPOSTA: Daniel Ortega mente porque, efetivamente, essas forças parapoliciais e paramilitares foram organizadas e armadas pelo governo.

Identificamos (no caso dos paramilitares) que existem policiais à paisana, militares reformados que estão desmobilizados do serviço militar patriótico, alguns membros das extintas Pequenas Unidades de Forças Especiais, que eram as tropas especiais do Exército nos anos 1980.

No caso das forças parapoliciais, são compostas por muitos criminosos antissociais, pessoas das camadas mais pobres, muitos deles ligados ao consumo de drogas (…) Também existem presos que foram libertados e tiveram um treinamento rápido no Estádio Nacional (…).

 

Com informações de BOL
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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