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Ex-guerrilheiro marxista tenta se manter no poder na Nicarágua

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Desde abril, quando começaram os protestos contra Daniel Ortega, mais de 100 pessoas já foram mortas em confrontos com tropas do governo.

Após uma breve pausa para o diálogo, a violência retornou à Nicarágua nos últimos dias, com a polícia e milícias governamentais entrando em confronto com manifestantes. Os distúrbios nesta semana intensificaram uma crise que atingiu o país em abril.

De acordo com informações da Gazeta do Povo:

Manifestantes pedem a renúncia do presidente Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro marxista que está em seu terceiro mandato. Ele, em conjunto com a sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, detém poder total sobre o país.

Grupos de direitos humanos dizem que cerca de 100 pessoas foram mortas desde que os distúrbios começaram. O governo de Ortega atribui a violência a agitadores da direita.

Na quinta, moradores de Manágua ouviram tiros e barulhos provocados por lança-morteiros caseiros e viram homens armados pelas ruas da capital. “Era uma situação fora do controle”, disse Maurício Targa, um empresário que está ajudando a organizar protestos.

Tiroteios. Pessoas mascaradas na parte de trás de carros sem placas, armadas, puxam as pessoas e as roubam. Estão tentando criar o pânico.

Na quinta, a Organização dos Estados Americanos (OEA) enfatizou, em comunicado, a necessidade de que Roberto Rivas, responsável pelo sistema eleitoral nicaraguense, renunciasse. Ele está neste cargo há mais de uma década e tem sido duramente criticado por ajudar a Ortega se manter no poder. No ano passado, os EUA estabeleceram sanções contra Rivas, impedindo-o de utilizar o sistema financeiro americano.

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