Extrema-esquerda cobrava aluguel de moradores de prédio que desabou

O Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM) utilizava o prédio que desabou no centro de SP como uma máquina de fazer dinheiro. Moradores pagavam aluguel de até 400 reais a dois coordenadores do grupo.

De acordo com testemunhas, os dois meliantes fugiram do local assim que o fogo começou.

“Foram os primeiros a fugir”, grita Antônio, um rapaz de boné, muito agitado, morador do local. “Eles moravam no térreo. Deu tempo até de tirar os carros da garagem.”

Segundo informações do jornal O Globo:

As regras no local eram bastante rígidas. Ele relembram que o fornecimento de água só era liberado de madrugada e que os portões eram trancados às 19h.

— Estava tudo trancado na hora do fogo. Se não fosse um morador de rua arrebentar a corrente, a gente teria morrido lá dentro — diz Fábia.

Os “responsáveis” pelo edifício chegaram a expulsar moradores que atrasavam ou não pagavam corretamente o aluguel.

— Fui expulsa há duas semanas porque atrasei R$ 100 do aluguel. Sendo que o prédio é infestado de rato, não tem esgoto nem descarga — conta Bárbara Nair, de 19 anos.

Fernando Holiday, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) e vereador de São Paulo, está colhendo assinaturas para abertura de CPI com objetivo de investigar ocupações ilegais no Estado.

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia