Facebook adota sistema que mede credibilidade dos usuários

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O Facebook começou a adotar um novo sistema para medir a reputação de seus usuários, com base em notas de 0 a 1, como forma de tentar prever a confiabilidade e, assim, identificar que estaria mal intencionado na disseminação de informações.


O sistema, revelou a gerente de produtos da rede social Tessa Lyons ao jornal “Washington Post”, faz parte da guerra contra ‘fake news’ e busca aprimorar ferramentas do Facebook que até então davam aos usuários a possibilidade de relatar o que entendem como conteúdo problemático.

“Não é incomum que as pessoas nos digam que alguma coisa é falsa simplesmente porque discordam das premissas de uma notícia ou estão intencionalmente tentando atingir alguma publicação em particular”, afirmou a executiva em entrevista.

Segundo ela, a pontuação de 0 a 1 não deve ser tomada como indicador absoluto da credibilidade de uma pessoa. Por isso mesmo, deve ser vista como mais uma ferramenta da rede social dentre milhares de ‘pistas comportamentais’ que são consideradas.

Por exemplo, o Facebook também monitora quais usuários tendem a marcar conteúdos de terceiros como problemáticos e quais as publicações são consideradas confiáveis. Mas não estão claros quais os critérios adotados para a mencionada pontuação, se ela atinge a todos ou mesmo de que forma a nova pontuação é efetivamente utilizada.

Em 2015, o Facebook adotou a ferramenta de permitir que usuários indiquem postagens que acreditam ser falsas, com a disposição de alarmes específicos para pornografia, violência, comércio ilegal, discurso de ódio e as chamadas ‘fake news’.

Como reconhece a gerente do FB, rapidamente ficou evidenciado que muita gente usava esses alarmes falsamente. Postagens marcadas passaram a ser encaminhadas para análise de terceiros. A partir daí começou a ser construído na prática o sistema que avalia a credibilidade dos usuários.

“Um dos sinais que usamos é como as pessoas interagem com artigos. Por exemplo, se alguém anteriormente indicou que um artigo era falso e isso foi confirmado pela equipe de checagem, futuras indicações dessa mesma pessoa devem pesar mais do que de alguém que indiscriminadamente faz alertas falsos em muitos artigos, inclusive aqueles depois confirmados como verdade”, disse Lyons ao Washington Post.

 

Com informações da Convergência Digital

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