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Feministas revoltadas com retorno de festa medieval na França

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

A “Fête de la Roisière” (Festa da Rosa, em tradução livre), é uma tradição francesa do século V, que visa coroar uma jovem “pura e virtuosa”, chamada na época de roisière.

A celebração deixou de existir há mais de 30 anos, mas Bertrand Tribout, presidente da confraria de Saint Médard, uma associação situada em Salency, no norte da França, pode ressuscitar a tradição em junho de 2019.

Bertrand Triboud defende que sua associação é despida de “todo caráter religioso”, afirmou à rádio francesa France Info.

“A festa foi iniciada por Saint Médard, originário de Salency, que queria encorajar a ‘pureza’ em suas terras”, explicou, ressaltando que isso não tem uma relação direta com a virgindade. “É uma festa campestre, divertida.”

A opinião parece não ser compartilhada feministas, que nas redes sociais denunciaram um “desrespeito ao direito das mulheres”. Questionado, Triboud declarou que “não entende porque a pureza de uma jovem é repreensível”.

Para o organizador do evento, a ideia “é homenagear uma garota que seja gentil com sua família e parentes e esteja sempre pronta para ajudar o próximo. É o que faz a especificidade de nossa cidade”, detalhou à rádio francesa.

Ele assegura já ter encontrado jovens voluntárias para concorrer ao título. Uma delas é Camille, filha da última “rosière” eleita da cidade, em 1987. “Para mim, a virtude não tem nada a ver com a virgindade, mas “o desejo de fazer o bem”, disse a garota à imprensa francesa.

 

Com informações da RFI

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