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Ferrovia que custou R$ 4,6 bilhões está abandonada

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Foto: Lucio Vaz/Gazeta do Povo
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O mato que cresce na entrada do túnel em Anápolis (GO) é a demonstração mais clara da subutilização do trecho central da Ferrovia Norte-Sul, que vai da cidade goiana até Palmas (TO).

Três anos após a inauguração desse trecho, com extensão de 855 quilômetros, foram transportadas apenas três cargas, num total de 45 mil toneladas. Isso representa menos de 1% da estimativa de carga para os cinco primeiros anos da ferrovia, incluindo o trecho Norte – 6 milhões de toneladas por ano.

De acordo com informações do blog do Lúcio Vaz na Gazeta do Povo:

Nos primeiros quilômetros o que se vê são carros e motos atravessando a ferrovia, além de pessoas que utilizam os trilhos para encurtar caminho na periferia da cidade.

A estimativa de custos feita pelo governo não é precisa porque a obra teve início há 30 anos, no governo José Sarney, em 1987. Mas a estatal Valec, que coordenou a construção, aponta um total de R$ 11,7 bilhões, em valores nominais, sendo R$ 4,6 bilhões para o trecho Palmas-Anápolis.

Os contratos de transporte firmados pela Valec no trecho central até o momento geraram uma receita de R$ 31,6 milhões – menos de 1% do custo do trecho. As despesas de operação ficaram em R$ 4 milhões por ano, envolvendo o trabalho de 18 funcionários distribuídos em Palmas, Anápolis e Brasília.

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