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Filha adotiva de Damares desmente matéria da revista Época

Filha adotiva de Damares desmente matéria da revista Época
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

“Foi amor à 1ª vista, o resto é mentira”, diz a índia Lulu, criada por Damares.

Após ser questionada sobre sua relação com a atual ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, a jovem índia Kajutiti Lulu Kamayurá, 20 anos, afirmou:

“Foi amor à primeira vista. Ela se apaixonou por mim e depois eu por ela. O resto é tudo mentira.”

Após a publicação de uma reportagem na revista “Época” com depoimentos de índios da aldeia Kamayurá, no norte do Mato Grosso, Lulu conversou com o “UOL” no final da tarde desta nesta quinta-feira (31) sobre o assunto.

No relato de Lulu, a ministra Damares Alves se “apaixonou” por ela e, com autorização de seus pais, a levou para casa.

Ela não sabe precisar as datas, mas diz que a mudança para casa da ministra teria ocorrido três anos após sua chegada à Brasília.

Para a filha adotiva de Damares, não houve nenhuma irregularidade na sua saída da aldeia e seu crescimento foi acompanhado pelos pais biológicos que a visitavam.

Ela não acredita que a avó paterna Tanumakaru – entrevistada pela “Época” – tenha dito que a neta foi levada irregularmente como consta na reportagem e afirma ter se despedido de todos na tribo.

Quando completou 15 anos, Lulu diz ter voltado ao Xingu. Foi bem recebida por todos os índios na aldeia e afirma que nunca houve qualquer menção a sua retirada da aldeia de forma irregular.

Lulu acredita que os depoimentos publicados pela revista são fruto de uma ação “política”. A jovem diz que ela e a ministra têm conversado constantemente, e que Damares está triste com a situação.

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