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Fim do período eleitoral em IsraElex19

Fim do período eleitoral em IsraElex19

Shalom!

Após pouco mais de um mês, a RENOVA Mídia, nesta coluna das 6as feiras, encerra a sua cobertura sobre as Eleições de Israel.

Encerra-se hoje, também, o período em que, pela lei, podem ser divulgadas as “pesquisas de opinião”.

Pelas últimas pesquisas há um forte indício de que o Likud receberá de Rivlin o direito de formar o novo governo do 21º Knesset.

Estimamos que a coalizão do Likud com outros partidos como o Yamim Hadash, o surpreendentes Zehut e os já tradicionais Shas ao lado dos blocos “União da Direita” e “União Judaica pela Torah” componham um bloco com 62-68 cadeiras. Meu “número mágico” é 67. Não me espantarei, contudo, se o número chegar a 70.

No outro espectro político teremos o Kahol/Lavan junto do Meretz e do HaAvoda. Minha aposta é que Gesher e Balad fiquem de fora e o bloco de Hadash com o Ta’al não aceitem se unir aos sionistas de esquerda (leia-se, Kahol/Lavan+Meretz+HaAvoda). Esse bloco como um todo (excluindo os árabes) não chegará a 40 assentos. Não me espantará, item, se o Meretz não conseguir os 3.25%.

A razão pela qual reputo que Likud se saia tão fortemente vencedor está toda centrada em três fatores: (i) Hamas; (ii) Bagatz vs. Shaked; (iii) Zehut e a questão da cannabis.

Nesta cobertura tivemos dois acertos importantíssimos e que se confirmaram ao longo do período eleitoral: (i) que Ben-Ari teria sua candidatura impugnada pelo Bagatz; (ii) que Manderblit não denunciaria Netanyahu.

São dois fatos que foram antecipados aqui, nesta coluna e que tiveram influência fatal sobre o resultado que vai sair das urnas em 9 de abril.

Nos surpreendeu, contudo, a decisão do Bagatz em relação ao polêmico Balad, legando assim para o eleitorado o seu banimento pelo voto e atraindo para si, Bagatz, as atenções destas eleições. Shaked vocalizou uma indignação popular e, de repente, o Bagatz entra na pauta das eleições como figura central, transformado parte destas eleições em uma espécie de Referendo ao sistema judicial de Israel.

Há apostas que a realpolitik de Bibi falará mais alto e que a Shaked não lhe serão conferidos poderes suficientes para levar adiante o seu projeto de moderação das decisões do Bagatz pelo Knesset. Isso seria uma revolução de proporções globais e poderia fazer de Shaked possível sucessora de Bibi. Dependerá do quanto ele, Bibi, se eleito, se mostre disposto a “largar o osso” e fazer um sucessor. Bibi faz 70 anos em outubro deste ano e ao fim de um possível mandato, estará com 74 – estaria ele disposto, em 2023, a encarar mais uma eleição e mais 4 anos de mandato? Até lá, estará o eleitorado disposto a mantê-lo por mais um Knesset?

Uma provável vitória de Gantz, apesar de extremamente remota (sobretudo depois do desempenho desastroso do Kahol/Lavan no debate do Jerusalem Post na última 4ª feira dia 3), não descartaria de imediato a participação do próprio Yamin Hadash ou de Zehut, sendo assim uma sinalização de atalho para a dupla Bennet/Shaked. Minha aposta é que eles, apesar da relação estremecida com Bibi neste último ano, se manterão fieis ao “padrinho”.

Semana que vem voltaremos já comentando os resultados e a composição dos assentos e do gabinete do 21º Knesset (que, esperamos, esteja sinalizado dentro de 48 horas por Rivlin e pelo seu escolhido).

Independentemente de quem venha a vencer, a verdadeira torcida da coluna é que a escolha do povo prevaleça e que essa escolha incorpore os melhores desígnios para o Estado de Israel. Mazel Tov a todos os contendores!

Lehitrah’ot
e
Shabat Shalom!

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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