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Flashback: Duplo padrão da grande mídia

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Grande mídia atacou jogador da Liga Nacional de Hóquei por ele não ir a uma visita à Casa Branca durante a Administração Obama.

As pessoas parecem se esquecer de que houve uma grande mudança de tom no que se refere a atletas que se negam a participar de visitas à Casa Branca.

O Philadelphia Eagles tem sido notícia continuamente desde que o Presidente Donald Trump retirou o convite que havia sido feito ao time para visitar a Casa Branca nesta quarta feira (6) depois de ter ficado claro que vários jogadores não compareceriam. O canal ESPN não tem feito quase nenhuma crítica aos campeões do Super Bowl por estes se negarem a participar do evento na Casa Branca.

Bem… não foi sempre assim que a ESPN tratou de situações como essa. Um artigo escrito em 2012 por Joe McDonald, funcionário da emissora, criticou ferozmente o goleiro do Boston Bruins, Tim Thomas, por se negar a comparecer à Casa Branca, naquela época ocupada por Barack Obama.

McDonald escreveu o seguinte em seu artigo, intitulado “Tim Thomas coloca-se acima do time“:

Não se nega o patriotismo de Thomas. Ele representou os Estados Unidos como atleta olímpico e disse que considerava esse um dos momentos mais memoráveis de sua carreira.

Mas quando o presidente dos Estados Unidos convida você e seus colegas de time para visitar a Casa Branca para celebrar a conquista do título da Stanley Cup, você deve ir e representar o time.

Na segunda feira, Thomas, em vez disso, escolheu representar a si próprio.

A ausência de Thomas foi inapropriada. (…)

Mas vai ser interessante ver as consequências que essa ausência produzirá no ‘Estado dos Bruins’.

Esse tom sem dúvida é diferente do que se viu nos últimos dias. Será que é porque Thomas decidiu não ir porque considerava que o governo federal tinha poder em excesso?

A ESPN também não foi a única empresa de mídia que criticou Thomas: Bleacher Report e Sports Illustrated também se manifestaram de forma crítica a ele. (na época Thomas até foi acusado de ser racista pelo fato de os nomes de seus 3 filhos começarem com a letra ‘K’. [1] )

Pois eu não vejo nenhuma das principais empresas de mídia esportiva criticar os Eagles por sua atitude grotesca antes de um encontro agendado com o presidente Trump, a qual fez com que seu convite fosse retirado.

É como se houvesse um duplo padrão, aqui. Mas é claro: jamais algo tão execrável viria da imprensa, não é mesmo?

A realidade sobre isso é a seguinte: eu vou à Casa Branca se eu algum dia for convidado, não importa quem seja o presidente. Eu não estou nem aí se é o Bush Jr., o Obama, o Trump, o Reagan, o Carter ou qualquer outro. O presidente é o chefe da nação, e eu respeitaria seu cargo em qualquer situação. Além disso, eu aplicaria o mesmo padrão de julgamento a todos os casos. Se você não gostou do fato de Tim Thomas não ter ido à Casa Branca, então é melhor você não ter gostado também do fato de os Eagles e os Warriors não terem ido. Isso não é uma discussão de sala de cafezinho em que você simplesmente pode escolher que padrões você quer seguir.

Se eu teria dito a Thomas para ele ir à Casa Branca? Sim, teria; e diria a quaisquer outros para irem, também. Se você vai criticar um, então tem que criticar todos. Mas talvez pedir por coerência seja um pouco exagerado nos dias atuais.

[1] N. do Trad.: A organização de cunho racista ‘Ku Klux Klan’ por vezes é referida pela sigla ‘KKK’.

 

Tradução feita pelo voluntário Gualter Adães Engellender

Texto traduzido, com adaptações, da matéria originalmente publicado no Smokeroom

O endereço tal como foi acessado às 13:09h do dia 06/06/2018 é o seguinte:

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