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Flavio Bolsonaro insiste para que PF dê uma ‘resposta à altura’

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, continua internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no hospital Albert Einstein. Na noite de ontem (12), ele precisou passar por cirurgia de emergência.

Em entrevista nesta quinta-feira (13) à rádio 97,1 FM do Rio de Janeiro, Flavio Bolsonaro, filho de Jair, insistiu “para que a Polícia Federal dê uma resposta à altura” do atentado a seu pai.

Flavio, que é candidato ao Senado pelo Rio, declarou:

Eu, como filho, diretamente interessado nas investigações, não estou tendo informação. Eu não vi providências sendo tomadas. Cadê as imagens da frente do hotel onde o cara [Adélio Bispo de Oliveira] estava? O cara não era de Juiz de Fora, estava lá havia duas semanas. Onde é que ele ia tomar café? Ele encontrava com alguém? Cadê as imagens? Fizeram um caminho das imagens de antes da facada? Porque é um corredor comercial [o local onde Bolsonaro foi esfaqueado], tem câmera para tudo quanto é lado. Será que ele chegou sozinho? Ele caminhou com alguém? Ele conversou com alguém? Ele chegou de carro? Ele chegou de ônibus? O telefone [celular de Adélio] está lá [apreendido pela polícia] também. Mas não sei o que houve da apuração: se ele ligou para alguém, se ele mandou mensagem para alguém. Igual o laptop também, não sei se já encontraram alguma coisa.

Em seguida, Flavio ponderou:

Eu até entendo que, se de repente encontraram [pistas], estão numa linha de investigação que não pode ser falada. Mas eu não estou sabendo de nada. Então eu aproveito o espaço aqui para pedir à PF que tome essas providências. Se não produziram, por exemplo, essas provas de que eu estou falando aqui, que produzam.

Referindo-se indiretamente ao assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco, cujas investigações tornaram públicas as imagens do trajeto percorrido pelos assassinos, questionou:

Será que ele [Jair] tinha que ter morrido para que fosse feito esse caminho de volta [das imagens]? Como é que o cara [Adélio] chegou lá? O cara saiu naquele dia do hotel onde ele estava e chegou até o meu pai? Cadê as imagens de todo esse trajeto? Cadê? A gente não tem. O cara passou duas semanas lá, qual era a rotina dele? Com quem ele conversava? Quem visitou ele lá? Quem entrou e saiu daquele hotel? Eu quero essas respostas, eu tenho direito a essas respostas. Até para saber se tem algo maior, se eu estou correndo risco também fazendo campanha ao Senado aqui no Rio. Eu estou fazendo, mas fico preocupado, tomando minhas providências. Mas pode acontecer e eu não sei qual é o risco.

 

Adaptado da fonte O Antagonista

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