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Folha e The Intercept fecham parceria contra a Lava Jato

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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A Folha já havia advertido que publicaria o material, mesmo que se provasse que o pacote de mensagens é fruto de um crime cibernético.

Em parceria com o site The Intercept, a Folha de S. Paulo começou, neste domingo (23), a publicar o acervo de supostas mensagens privadas trocadas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato.

A Folha afirmou não ter encontrado indícios de que o material tenha sido adulterado com base em mensagens de seus jornalistas:

“Os repórteres, por exemplo, buscaram nomes de jornalistas da Folha e encontraram diversas mensagens que de fato esses profissionais trocaram com integrantes da força-tarefa nos últimos anos, obtendo assim um forte indício da integridade do material.”

Moro e os procuradores têm atacado a publicação dos diálogos, que se deram via aplicativo Telegram, e têm dito que não podem garantir que a veracidade das mensagens.

Segundos eles, os diálogos, caso sejam verdadeiros, foram obtidos através da ação de hackers. A Polícia Federal já investiga o caso. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, demonstrou preocupação com o ataque cibernético.

O jornal Folha de S. Paulo já havia advertido que publicaria o material, mesmo que se provasse que o pacote de mensagens é fruto da invasão dos celulares

“Nós sabemos que não é comum que os jornalistas compartilhem seus mais importantes furos com outros meios de comunicação, preferindo reportá-los por conta própria. Mas nós vemos o arquivo fornecido por nossa fonte como um bem público crucial, que pertence ao povo brasileiro, não apenas a nós”, afirma o site Intercept.

Já o site O Antagonista apontou a possível quebra de sigilo praticado pela Folha ao aceitar publicar o suposto acervo do Intercept:

“Se a Folha teve acesso ao inteiro material roubado da Lava Jato, há um crime em andamento: a quebra de sigilo de fonte de todos os jornalistas que fizeram contato com procuradores da operação.

Mesmo que não as divulgue, o jornal já teria conhecimento dessas conversas. Nesse caso, a quebra de sigilo estaria configurada.”

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