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Fóssil Luzia estava em cofre e pode ter resistido ao fogo no Museu Nacional

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A vice-diretora do Museu Nacional, Cristiana Serejo, afirmou nesta segunda-feira (3) que as pessoas tentaram, sem sucesso, localizar o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, com mais de 12 mil anos.

Pesquisadores do Museu Nacional nutrem a esperança de que parte do acervo, justamente peças mais raras e valiosas, possa ter sido salva do fogo dentro de cofres e armários de aço especiais –incluindo Luzia e ossos de dinossauros.

Cristiana Serejo declarou:

As pessoas foram de manhã tentar achar a Luzia, mas parece que ela estava em uma caixa e tem muito escombro. A gente não sabe se dentro dessa caixa ela possa ter resistido. Tem que haver a perícia, para liberar o prédio e os pesquisadores entrarem de fato e retirar os escombros. A parte lá de trás, do departamento de geologia e paleontologia, parece que sobrou alguma coisa.

Segundo a vice-diretora do Museu, alguns departamentos guardavam peças mais valiosas dentro de cofres que podem ter resistido às altas temperaturas.

Ela explicou:

Existe [esta possibilidade]. A gente vai ter que aguardar. Mas a coleção de entomologia, de insetos, que ficava no terceiro andar, não resistiu. Isto foi uma perda gravíssima. Estava em armários compactadores, mas como desabaram, foi um impacto muito grande.

Os pesquisadores reconhecem que o trabalho não será fácil, pois o interior do prédio ainda está muito quente e os dois andares superiores desabaram sobre o térreo, formando uma grossa camada de cinzas, carvão, ferros retorcidos e tijolos. Ela estima que serão necessários, pelo menos, R$ 15 milhões para iniciar a restauração do prédio.

Os restos mortais de “Luzia” foram encontrados em 1970 em Minas Gerais por uma missão liderada pela antropóloga francesa AnetteLaming-Emperaire. A partir de seu crânio, uma equipe da Universidade de Manchester (Inglaterra), liderada por Richard Neve, fez uma reconstrução digitalizada de seu rosto, que serviu de base para uma escultura sobre sua figura hipotética.

 

Adaptado da fonte UOL

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