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França barra acesso do Brasil a comitê de clima da OCDE

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A retaliação francesa acontece semanas depois dos presidentes Bolsonaro e Macron trocarem farpas sobre a Amazônia.

O governo do Brasil acusa a França de bloquear sua entrada no comitê do clima da Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No mês passado, segundo a agência Bloomberg, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve na sede da OCDE, em Paris, para uma reunião com os 36 países integrantes do órgão para pleitear o ingresso como “participante” ao comitê ambiental.

O status de participante é o último estágio antes do acesso pleno a este colegiado. O processo foi iniciado pelo governo brasileiro há dois anos.

Após a apresentação, Salles foi convidado a deixar a sala para que as delegações pudessem deliberar.

Foi neste momento que a França disse não se sentir confortável com a entrada do Brasil num momento em que há crescimento do desmatamento na Amazônia.

Como as decisões devem ser por consenso, o Brasil acabou barrado. Uma nova rodada de discussão foi marcada para abril de 2020.

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil declarou:

“A decisão de postergar a consideração de nosso pleito deveu-se ao veto de um único país: a França. A decisão de impedir o aprofundamento das relações do Brasil com a OCDE em nada contribui para a causa ambiental mundial. Muito pelo contrário.”

E acrescentou:

“Deduz-se que o veto francês teve motivações essencialmente políticas, a despeito das plenas condições técnicas do Brasil na área ambiental, demonstradas pelo Ministro Ricardo Salles e amplamente reconhecidas pelos países presentes.”

O Ministério das Relações Exteriores da França foi procurado pela reportagem da Bloomberg mas não respondeu a reiterados pedidos de comentário.

Nesta terça-feira (8), a ministra francesa do Meio Ambiente, Elisabeth Borne, afirmou que o governo Macron não assinará o acordo entre União Europeia e Mercosul nas condições atuais.

“Não podemos assinar um tratado comercial com um país que não respeita a Floresta Amazônica, que não respeita o tratado de Paris”, afirmou a ministra Borne.

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