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França favorece ONGs islâmicas e ignora grupos cristãos

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Várias organizações humanitárias foram convidadas para participar de um evento no Palácio do Eliseu, em Paris. No entanto, as escolhas feitas pelo governo Macron ao lidar com os convites tenham deixado muitos desconcertados.

Enquanto o governo da França enviou convites para várias organizações islâmicas operando na Síria, por alguma razão, o SOS Chrétiens d’Orient (SOS Cristãos do Oriente, em tradução livre) — um dos mais antigos e influentes grupos de caridade que prestam ajuda aos cristãos no Oriente Médio — não foi convidado.

A eurodeputada Patricia Lalonde, membro da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, disse à Sputnik França que não entende por que a SOS Chrétiens d’Orient não foi convidada:

O fato da Caridade Síria ter sido convidada se tornou uma surpresa desagradável para mim. Todos sabem dos vínculos que a Caridade Síria mantém com a Irmandade Muçulmana; por exemplo, Mohammad Alolaiwy, chefe da Caridade Síria, é próximo dos muçulmanos franceses. Precisamos ter cuidado com esses 50 milhões de euros [que a França pretende gastar em ajuda humanitária à Síria] e garantir que esse dinheiro seja gasto em propósitos humanitários em vez de projetos políticos.

Ela observou que, embora a Irmandade Muçulmana tenha ajudado os pobres no Egito, a organização também usa suas atividades humanitárias para promover agenda política.

De fato, a oposição síria tinha laços com a Irmandade Muçulmana desde o começo. Eles tentam expulsar Bashar Assad para instalar um governo islâmico apoiado pela Irmandade Muçulmana. Isso é muito perigoso.

Benjamin Blanchard, co-fundador da SOS Chrétiens d’Orient, também disse à Sputnik que lamenta que sua organização não tenha sido convidada:

As autoridades francesas estão bem cientes do fato de que estamos trabalhando na Síria há quatro anos. Verdade seja dita, eu aprovo essa iniciativa; acredito que a maioria das instituições de caridade selecionadas fazem um bom trabalho e ajudam os sírios, embora não possa dizer sobre a totalidade deles.

Blanchard acrescentou que ficou surpreso com o fato da Caridade Síria ter sido convidada, já que esta organização opera apenas em duas províncias sírias, que compreendem cerca de 10% do território do país.

Ele também destacou que o grupo fornece ajuda “apenas a uma categoria específica de sírios, apenas àqueles que aderem a uma posição política específica”.

 

Com informações de: [Sputnik]

 

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