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França quer repatriar filhos de jihadistas do Estado Islâmico na Síria

A França anunciou nesta quarta-feira (24) que pretende repatriar parte dos 150 filhos de jihadistas franceses identificados na Síria em áreas controladas pelos curdos.

As autoridades da França têm as localizações precisas de apenas algumas crianças, o que faz com que estes sejam os únicos casos viáveis para eventual repatriamento.

As 150 crianças, algumas das quais estariam em campos sob controle curdo no norte da Síria depois que o grupo Estado Islâmico (EI) foi expulso da região, foram assinaladas pelas autoridades desse país ou por suas famílias na França.

A maioria tem menos de seis anos e nasceu na Síria. As mães das crianças repatriadas ficariam no país do Oriente Médio.

Como outras nações ocidentais que temem o retorno de jihadistas aos seus países de origem, a França descartou até agora repatriar os homens que partiram para lutar ao lado do EI ou suas esposas, consideradas ativistas do grupo jihadista.

“Aqueles que cometeram crimes no Iraque e na Síria devem ser levados à justiça no Iraque e na Síria”, disse o ministério das Relações Exteriores. “Menores são a exceção, e sua situação será examinada caso a caso. Temos o dever de proteger os interesses das crianças”.

No entanto, trazer as crianças para a França será muito difícil, especialmente desde que o Curdistão sírio não é um Estado reconhecido pela comunidade internacional e Paris cortou laços diplomáticos com Damasco.

 

Adaptado da fonte AFP

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