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França se levanta com coletes amarelos contra globalista Macron

Os métodos dos protestos na França remetem aos de outros levantes globais recentes, como a ausência de líderes, apartidarismo, reivindicações difusas e convocações pela internet.

O principal motivo para a indignação dos franceses foram os aumentos nos preços dos combustíveis e a queda no poder de compra.

As consequências imediatas são centenas de milhares de pessoas ocupando estradas, centenas de bloqueios, mais de 500 casos de violência até a última sexta-feira, incluindo duas mortes, e mais um desafio a se acumular para o presidente francês, Emmanuel Macron.

Neste sábado (24), a situação nas ruas da capital Paris foi caótica, com muitos confrontos entre manifestantes e forças de segurança, conforme noticiou a Renova Mídia.

O movimento, que começou no último sábado, dia 17, tem como símbolo os “coletes amarelos” – um acessório de segurança usado em emergências de trânsito.

Parte da sociedade francesa está expressando a ira de uma classe média baixa, um setor que se considera menosprezado pelos políticos, vistos como indiferentes às dificuldades cotidianas e a favor dos ricos.

As mobilizações acontecem no momento em que o presidente enfrenta seu pior índice de popularidade: 25%, segundo informações da Renova Mídia.

Nesta semana, Macron, que se elegeu com uma imagem “jupiteriana” e a promessa de mostrar-se altivo perante a pressão de protestos, afirmou que a saída para a crise está no “diálogo” e na “explicação”.

Uma pesquisa divulgada pelo jornal “Le Figaro” anteontem, no entanto, mostra que 77% dos franceses acham que os protestos são legítimos, o que indica que a desconexão com a classe política é generalizada.

 

Adaptado da fonte Globo

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