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Fui demitido por investigar filho de Biden, diz procurador da Ucrânia

Fui demitido por investigar filho de Biden, diz procurador da Ucrânia
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“Eu acredito que a Burisma […] tinha o apoio do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, porque seu filho estava no Conselho Administrativo”, disse o procurador-geral ucraniano demitido.

O ex-vice-presidente dos EUA, Joe Biden, agora candidato à presidência pelo Partido Democrata em 2020, está amarrado em uma narrativa específica sobre a controvérsia envolvendo a Ucrânia.

Biden insiste que, no ano de 2016, ele pressionou a Ucrânia para demitir seu procurador-geral porque acreditava que o funcionário era corrupto e inepto, não porque o ucraniano estava investigando uma empresa de gás natural, Burisma Holdings, que contratou o filho de Hunter Biden, em um contrato altamente lucrativo.

Há apenas um problema.

Centenas de páginas de memorandos e documentos inéditos entram em conflito com a narrativa de Biden.

Na última quarta-feira (25), durante entrevista à emissora Fox News, o jornalista investigativo John Solomon disse que tinha 450 páginas de documentos do Departamento de Estado dos EUA, da procuradoria-geral da Ucrânia e de advogados do filho de Biden.

Segundo ele, as páginas provam que o ex-vice-presidente dos Estados Unidos forçou o desligamento do procurador-geral ucraniano Victor Shokin por investigar seu filho.

Na noite desta quinta-feira (26), Solomon divulgou ao público todos os documentos. Eles estão disponíveis na plataforma Scribd.

Em um dos arquivos divulgados pelo jornalista, o ex-PGR da Ucrânia confirma que foi forçado a pedir demissão por Joe Biden por causa de uma investigação contra a empresa da qual o filho do norte-americano fazia parte.

O ucraniano Victor Shokin denunciou:

“Poroshenko [ex-presidente da Ucrânia] me pediu para renunciar devido à pressão do governo dos EUA, em particular de Joe Biden, que era o vice-presidente dos EUA. Biden ameaçava reter US $ 1 bilhão em subsídios à Ucrânia até que eu fosse destituído do cargo.”

E acrescentou:

“A verdade é que eu fui forçado a sair porque estava liderando uma ampla investigação contra a Burisma Holdings, uma empresa de gás natural ativa na Ucrânia. Hunter Biden, filho de Joe Biden, era um dos membros do Conselho Administrativo.” 

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