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Fux critica uso de conversas hackeadas em suspeição de Moro

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Luiz Fux e Marco Aurélio criticaram o uso de mensagens hackeadas para punir Moro.

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O ministro Luiz Fux, presidente do STF, fez duras críticas ao fato de as conversas hackeadas de autoridades terem sido levadas em conta no julgamento sobre a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no processo do ex-presidente Lula da Silva (PT).

Durante julgamento no plenário do STF, nesta quarta-feira (23), os magistrados decidiram que Moro foi parcial por um placar de 7 contra 4.

Em seu voto contra a suspeição de Moro, Fux disse que o julgamento foi municiada por uma “prova roubada”:

“A suspeição, na verdade, pelo ministro Edson Fachin, ela foi afastada. Municiou [o julgamento na 2ª Turma] uma prova absolutamente ilícita, roubada que foi depois lavada. É como lavagem de dinheiro. Não é um juízo precipitado. Essa prova foi obtida por meio ilícito. Sete anos de processo foram alijados do mundo jurídico.”

Prestes a deixar a Corte, o decano da Corte, Marco Aurélio, também votou contra a manutenção da decisão da 2ª Turma:

“O juiz Sergio Moro surgiu como verdadeiro herói nacional. Então, do dia para a noite, ou melhor, passado algum tempo, encaminha-se como suspeito. Dizer-se que a suspeição está provada por gravações espúrias é admitir que ato ilícito produz efeito. Não se pode desarquivar o que já estava arquivado.”

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