Gebran diz que mensagens hackeadas não servem para absolver Lula

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Relator da Lava Jato no TRF-4 diz que validar mensagens roubadas teria “consequências inimagináveis”.

O desembargador Gebran Netto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), afirma que as mensagens hackeadas de autoridades brasileiras não podem ser usadas para absolvição de Lula da Silva (PT).

Na mesma decisão, Gebran nega o pedido de Lula para ter acesso às mensagens roubadas pelo grupo liderado pelo hacker Walter Delgatti Neto, apelidado de “Vermelho”.,

“Isso porque à prova a que se pode atribuir tal qualidade seria aquela, em primeiro lugar, incontestável e, em segundo, que por si só e sem necessidade de interpretação ou integração conduziria a um juízo absolutório”, diz o desembargador, segundo a revista Veja.

“Não é essa, porém, a hipótese dos autos, cujo pedido exigiria reabertura da instrução criminal em segundo grau, o que constitui mera faculdade, à luz do art. 616 do Código de Processo Penal, a ser utilizada com cautela”, acrescenta Gebran.

“Interceptações de autoridades públicas, submetendo-as a um julgamento moral e mudando o foco para fatores externos ao processo é, para dizer o mínimo, temerário. Não há dúvida, assim, que o hackeamento de autoridades públicas por técnica conhecida como spoofing não configura material apto a ser considerado como prova no presente feito”, completou o desembargador.

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