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General Augusto Heleno fala sobre intervenção militar

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O general da reserva Augusto Heleno, que foi o primeiro comandante das tropas da ONU no Haiti, diz ver semelhanças entre os atuais pedidos de intervenção militar e o período anterior a intervenção militar de 1964.

O militar, que já declarou apoio ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), contudo, afirma que as Forças Armadas estão “vacinadas” e não pretendem tomar o poder.

‘É lógico que as Forças Armadas se sentem ‘lisonjeadas’ pela credibilidade que essas faixas demonstram, mas têm plena consciência de que esse não é o caminho. O caminho são as eleições que vão acontecer’, disse o militar.

O general Augusto Heleno concedeu entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Você pode conferir a íntegra aqui.

O Antagonista propagou partes interessantes da conversa com o general. Renova Mídia repassa por aqui.

Como o senhor vê os pedidos de intervenção militar presentes nos protestos dos caminhoneiros?

Não são só os caminhoneiros. Há um crescimento exponencial desse tipo de manifestação. Não é igual a 64, mas é semelhante, guardadas as enormes diferenças e devidas proporções.

A semelhança é esse clamor popular pela intervenção militar. É um sentimento que vai crescendo na população que enxerga nos militares a solução para o problema nacional. Mas as Forças Armadas estão vacinadas, não pretendem isso, não buscam isso e de maneira nenhuma trabalham para isso.

Nas Forças Armadas, há quem defenda intervenção?

Posso lhe garantir que os oficiais e generais da ativa afastam essa possibilidade, repudiam esse tipo de manifestação. É lógico que as Forças Armadas se sentem lisonjeadas pela credibilidade que essas faixas demonstram, mas têm plena consciência de que esse não é o caminho. O caminho são as eleições que vão acontecer.

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