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General diz que relatório da CIA visa minar confiança do povo nos militares

O general da reserva Paulo Chagas, pré-candidato ao governo do Distrito Federal, disse que o polêmico relatório da CIA sobre execuções autorizadas por Ernesto Geisel na ditadura militar é falso.

Através do seu perfil pessoal no Twitter, o general disse que “trata-se de uma ridícula tentativa de atingir a confiança do povo nos militares brasileiros”.

Neste domingo (13), o militar voltou a falar sobre o assunto em um novo tuíte:

O documento foi liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo o relatório, Geisel teria orientado o então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e futuro presidente João Baptista Figueiredo a autorizar os assassinatos.

O memorando foi divulgado em 2015 e compartilhado nas redes sociais pelo professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Matias Spektor.

O general Paulo Chagas falou mais sobre o assunto em um post no seu blog pessoal:

Qual deles teria sido a “fonte” que “vazou” o que está sendo tratado como informação e que não passa de especulação?

Para que esse “documento” pudesse ser tratado com um mínimo de seriedade, deveria ter, pelo menos, uma avaliação de veracidade do conteúdo e de confiabilidade da fonte. Portanto, não passa, como já disse, de especulação de algum funcionário da Embaixada Americana, querendo mostrar serviço aos seus superiores. Quem testemunhou os diálogos do encontro? Onde estava o agente americano? Havia escutas da CIA na sala de reuniões do Palácio do Planalto usada para decidir sobre a “vida e a morte” de terroristas brasileiros?

A “descoberta” desse telegrama na Internet visa não mais do que dar assunto para antigos e novos atores do comunismo de sempre que, nas suas investidas sobre a soberania dos estados e sobre a liberdade dos cidadãos, promoveu e ainda promove, comprovadamente, em cem anos de horrores e trevas, mais de 100 milhões de mortes.

Não se trata de uma disputa para saber quem matou mais ou quem matou menos, mas de uma ridícula tentativa de reduzir a também comprovada confiança do povo nos militares brasileiros, a qual será posta à prova nas próximas eleições.

Finalizo este comentário com um pensamento bastante conveniente para o caso: “Os que se afogam acabam por agarrar-se a tudo que boia”!

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