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Geoglifos descobertos no Acre revelam habitação milenar na Amazônia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Descobertas de novos geoglifos no Acre reforçam ideia de que Amazônia era densamente habitada por uma população milenar muito antes da chegada dos europeus.

Geoglifos são desenhos geométricos de grandes proporções localizadas no solo e que configuram vestígios arqueológicos.

As novas descobertas no Acre confirmam cada vez mais que existiu uma população milenar na Amazônia há cerca de 2.500 anos, muito antes da chegada dos europeus no continente americano.

A pesquisadora responsável pela mais recente descoberta foi a arqueóloga Ivandra Rampanelli.

Em entrevista à “Sputnik Brasil”, ela explicou que nos últimos anos os pesquisadores já encontraram cerca de 818 geoglifos no Brasil, sendo que 523 deles foram encontrados no estado do Acre.

De acordo com os estudos da pesquisadora, as novas descobertas reforçam a ideia de que havia uma habitação significativa em áreas florestais no período anterior à chegada dos colonizadores.

A especialista afirmou:

Por exemplo, quando eu estudei na escola, e acredito que é como todos estudam, a Amazônia é vista como um lugar não muito habitado antes dos colonizadores, e esses geoglifos estão demonstrando que havia uma grande população que vivia aqui, e que a Amazônia naquela época era muito importante.

E acrescentou:

Essas descobertas, por exemplo, esses sítios arqueológicos até então só eram encontrados em áreas em que não havia floresta, em áreas particulares. A partir do ano passado, a nossa equipe encontrou geoglifos dentro da floresta e dentro da reserva extrativista Chico Mendes.

A pesquisadora do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre também explicou que as primeiras descobertas começaram em 1977, quando pesquisadores locais encontraram 8 sítios arqueológicos, mas por falta de investimentos em equipamentos e recursos o trabalho foi paralisado, e a partir de 2005 o trabalho pôde se expandir no Acre através das escavações com ferramentas específicas.

Segundo a arqueóloga, esses geoglifos no Acre eram locais cerimoniais de povos indígenas que habitaram essa região antes da chegada de europeus.

Ivandra explicou:

A hipótese hoje mais aceita pelos pesquisadores é que seriam centros cerimoniais, lugares de rituais. Porque se você imaginar o esforço físico pra construir aquilo lá, dependendo da quantidade de pessoas, a quantidade de horas pra fazer aquilo, você imagina o que seria importante naquela época.

 

Adaptado da fonte Sputnik

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