Google News pode deixar a Europa se UE for adiante com o “imposto do link”

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Google News pode deixar a Europa se UE for adiante com o "imposto do link"
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Os burocratas das União Europeia estão tentando implementar um controverso conjunto de mudanças nas leis de direitos autorais no “velho continente”.

Uma destas manobras exigiria que o Google e outros sites pagassem aos produtores de conteúdo pelo direito de exibir algo maior do que um pequeno fragmento de uma matéria em suas plataformas.

A Diretiva da União Europeia sobre Direitos do Autor no Mercado Único Digital, em seu nome completo, foi concebida para atualizar as leis de direitos autorais para a era da internet.

O artigo abordado nesta matéria é o número 11, apelidado pelos críticos como o “imposto do link”.

O texto do artigo diz que sites agregadores de notícias, como o Google News, devem pagar aos produtores de conteúdo pelo uso de trechos de seus artigos em suas plataformas.

Existe uma grande preocupação de que esse chamado “imposto de link” tenha sido desenvolvido para beneficiar os veículos de informação da grande mídia, já que pequenos e novos veículos de notícias não conseguirão arcar com os custos adicionais.

Mas não são apenas os jornais de pequeno porte que estão criticando a imposição desta nova diretiva da União Europeia.

O gigante norte-americano da tecnologia Google ameaça retirar o seu sistema de notícias, Google News, de toda a Europa se as mudanças forem adiante.

Google News talvez possa ser retirado do continente em resposta à nova lei, de acordo com Jennifer Bernal, gerente de políticas públicas do Google para a Europa, Oriente Médio e África, registra o “Poder 360“.

O Google tem várias opções, e a decisão de sair seria baseada em uma leitura atenta das regras e tomadas com relutância. Como o Google não ganha grandes quantias com seu serviço de notícias, então é improvável que a saída leve à uma crise financeira.

A executiva Natalia Drozdiak relatou ao jornal “Bloomberg“:

É verdade que –apesar de uma década de discursos de editoras poderem te levar a pensar de outra forma– o Google não lucra muito com o conteúdo relacionado a notícias nas pesquisas.

E nós já traçamos esse caminho antes. Em 2014, a Espanha aprovou 1 imposto semelhante ao que estava sendo considerado pela UE e o Google realmente desativou seu serviço de busca no país.

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