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Greve dos caminhoneiros nasceu em grupos de WhatsApp

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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“A corda chegou no nosso pescoço e, em conversas de WhatsApp, nos organizamos e decidimos entrar em greve”, disse o caminhoneiro Alexandre Aparício.

Com manifestações iniciadas na última segunda-feira (21) em diversos pontos do Brasil, a greve dos caminhoneiros é resultado de discussões sobre as péssimas condições de trabalho em diferentes grupos do WhatsApp, de acordo com caminhoneiros.

Conforme contam alguns membros da categoria, os grupos de conversas eram utilizados para organização e divisão dos transportes, além de troca de informações sobre a situação das estradas.

De acordo com informações da Jovem Pan:

“A corda chegou no nosso pescoço e, em conversas de WhatsApp, nos organizamos e decidimos entrar em greve.”, afirma Alexandre Aparício, caminhoneiro há 16 anos, que participa dos protestos na BR 101, no trecho de Itajaí (SC), e participa de três grupos de WhatsApp, com 734, 488 e 712 membros em cada.

Segundo ele, o movimento surgiu de forma descentralizada com os próprios motoristas autônomos. “Os sindicatos embarcaram na nossa. Eles vieram procurar a gente. Começamos a greve e eles nos apoiaram depois.”

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