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Grupo terrorista quer derrubar EI e ser mais perigoso

A Hay’at Tahrir al-Sham (Organização pela Libertação do Levante) surgiu no início da década quando começava a guerra civil da Síria. Ela fazia parte do grupo terrorista Jabhat al-Nusra, uma afiliada da Al-Qaeda dentro da oposição ao governo de Bashar al Assad

Liderados por Abu Mohammad al-Jolani, o grupo terrorista cresceu e rapidamente conseguiu arrecadar fundos do Golfo Pérsico, como também apreender bens nos territórios sob o seu controle. 

No final de 2016, al-Jolani anunciou o fim de al-Nusra e o começo de outro grupo terrorista, Jabtah Fatah al-Sham. Agora eles não teriam mais laços externos com a al-Qaeda. O anuncio criou uma tensão muito grande entre as duas facções. 

Em janeiro de 2017, al-Sham mudou o nome de seu grupo para Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) a fim de se juntar a outras organizações terroristas como o Harakat Nour al-Din al-Zinque, Liwa al-Haq, Jaysh al-Sunna e Jabhat Ansar al-Din.

O motivo foi a transformação ideológica gradual de al-Nusra. A liderança da al-Qaeda via a HTS como uma organização salafi-jihadista independente e que havia se separado ilegalmente por quebrar o pacto de lealdade. Vários integrantes da HTS saíram logo em seguida do grupo ao afirmarem que ele semeava a divisão. 

A mudança gerou conflitos entre membros do grupo e líderes foram assassinados. A Turquia e o Estado Islâmico podem ser responsáveis por alguns deles.

Hoje, a HTS é uma entidade independente que não segue a nenhuma organização ou partido. Para provar isso, a facção chegou a prender membros da al-Qaeda. No entanto, de acordo com a ONU, as lideranças dos dois grupos ainda mantém alguma comunicação.

A HTS ainda é liderada por al-Jolani e tem como objetivo não apenas conquistar Damasco (capital da Síria), mas também Jerusalém. Atualmente, o maior objetivo do grupo é derrubar o regime de Assad e estabelecer o seu domínio na Síria. Diferente da al-Qaeda, eles não estão preocupados, pelo menos por enquanto, no estabelecimento de um califado global. 

Até o momento, a HTS já conseguiu, em agosto de 2018, remover milícias iranianas das cidades de Fu’a e Kafrya. Agora, o foco da organização é derrubar o Estado Islâmico e seus aliados na Síria. Depois, o grupo deseja conquistar e defender o norte do território sírio.

De acordo com o Center for Strategic e Internacional Studies, a organização atualmente possui entre 12 mil a 15 mil jihadistas. Eles estão instalados principalmente na província de Idlib, apesar de também terem presença operacional em cidades como Damasco, Aleppo, Hama etc.

Seus ataques são principalmente contra governo sírios e grupos e iranianos. Desde março de 2017, o número de ações terroristas chegou a 1786, enquanto 99 foram à civis. 

Seus principais oponentes na guerra são a Turquia, o regime sírio, a Rússia e a Frente Nacional de Libertação.

O pesquisador Sênior da Heritage Foundation, James Phillips, afirmou que “rede extremista islâmica ainda representa um dos maiores desafios de longo prazo para os EUA e outros países que tentam estabilizar a Síria. Em meio à confusão do conflito caleidoscópico e multilateral da Síria, uma coisa permanece certa: Hayat Tahrir al-Sham deve ser isolado, marginalizado e derrotado antes que uma paz estável possa emergir na Síria.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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