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Guerrilha comunista das FARC unindo-se a grupos paramilitares

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As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) afirmam que depuseram suas armas depois da assinatura de um acordo de paz em 2016, mas a realidade é bem diferente.

Os acordo de paz assinados em 2016 pelo então presidente Juan Manuel Santos e pelos rebeldes deveriam colocar um ponto final em cinco décadas de conflito que deixaram pelo menos 220 mil mortos e obrigaram quase 6 milhões de pessoas a abandonar seus lares.

No entanto, por trás do acordo, havia um temor: a possibilidade de muitos dos milhares de combatentes beneficiados com a anistia do pacto cansarem da vida civil e retomarem as armas.

Isso já está acontecendo.

Alguns dos rebeldes passaram a usar insígnia do Bloco Virgilio Peralta Arenas, grupo mafioso acusado pelas autoridades de matar civis e traficar drogas.

O grupo já combateu as Farc, mas os rebeldes dizem, agora, trabalhar em conjunto para garantir a proteção mútua. Isso pode significar que os rebeldes ficarão mais parecidos com uma gangue do crime organizado do que com o exército revolucionário marxista da época de sua fundação, no início dos anos 1960.

Recentemente, o ministro da defesa da Colômbia, Guillermo Botero, alertou que “dissidentes das Farc se espalharam muito além do que se comenta, e estão em processo de crescimento”.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, fez campanha contra o acordo de paz e agora diz que vai revisá-lo.

Adaptado da fonte Estadão

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