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Guiana reforça presença militar na fronteira com Venezuela

Guiana anunciou instalação de base militar na fronteira para reduzir troca de armas por comida e conter violência dos grupos armados na região; governo também pediu para moradores criarem patrulhas populares de vigilância.

De acordo com informações da mídia portuguesa Observador:

As autoridades da Guiana anunciaram hoje um reforço de militares na sua fronteira com a Venezuela, onde os venezuelanos estão a trocar armas por alimentos e outros bens essenciais e depois de relatos de situações de violência.

O anúncio do reforço, que será concretizado nas próximas 72 horas, foi feito pela “Guyana Defense Force” (Força de Defesa da Guiana), detalhando que incluirá a criação de uma base para coordenação de patrulhamento fronteiriço e ações de combate à violência na fronteira entre os dois países.

O jornal Estadão também publicou matéria sobre o assunto:

O presidente da Região 1, no noroeste da Guiana, Brentnol Ashley, disse hoje à imprensa local que obteve informações de que armas estão sendo trocadas por alimentos na fronteira, pois a Venezuela vive uma crise de escassez de alimentos.

Ashley explicou que informou ao presidente da Guiana que muitos guianeses estão sendo “atacados e assediados”.

O Ministério da Presidência acrescentou em seu comunicado que “a presença militar tem como objetivo neutralizar qualquer atividade ilegal e estabelecer um sistema de vigilância de 24 horas para garantir a segurança máxima”.

Além disso, o ministério pediu aos moradores da região que criassem patrulhas populares de vigilância. “A polícia e o Exército não podem estar em todas partes”, disse o ministério.

A movimentação militar da Guiana pode não estar acontecendo unicamente como proteção para as graves mazelas que a crise dos refugiados venezuelanos está trazendo ao continente, mas como uma forma de proteção.

A ditadura de Nicolás Maduro tem lançado ameaças constantes de invasão à Essequibo, na Guiana. A região está em disputa há quase cem anos. Venezuela exige aproximadamente 40% do território hoje controlado pela Guiana.

Semana passada, o ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, visitou a região em um claro sinal de alerta ao regime ditatorial de Maduro.

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