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Haddad: escândalos, fracassos e a defesa do socialismo

Haddad: escândalos, fracassos e a defesa do socialismo

Depois de quatro vitórias consecutiva, o Partido dos Trabalhadores (PT) tenta mais uma vez chegar ao poder do Brasil após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O candidato da vez é o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Formado em Direito e com doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, Haddad é a esperança da esquerda que ainda procura saber como agir após as derrotas nas eleições municipais de 2016 e nas federais e estaduais em 2018. Embora pose com um tom de moderado, o petista, de acordo com a sua trajetória acadêmica, defendeu e escreveu bastante sobre o sistema ideológico totalitário que culminou na morte e miséria de milhões de pessoas  ao longo dos últimos 100 anos: o socialismo. É dele o livro Em Defesa do Socialismo de 1989 pela Editora Vozes. Também é ele o autor das obras Sindicatos, cooperativas e socialismo da Editora Fundação Perseu Abramo de 2003 e Trabalho e Linguagem para a Renovação do Socialismo da Azogue Editorial de 2004.

Apesar de diversos economistas e da própria realidade demonstrar a falibilidade do sistema socialista, o candidato à presidência ainda insiste em defendê-los em sua vida intelectual. É bom acrescentar que em todos os países pelo qual passou, o socialismo trouxe miséria e ditaduras, muitas delas militares.

Hadadd apareceu para o Brasil quando foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma entre os anos de 2005 a 2012. Apesar de no período, principalmente por causa do positivo momento econômico da época, ter expandido o acesso dos brasileiros à educação, principalmente o superior, o Brasil não passou por evoluções significativas nos rankings mundiais que avaliam o sistema educacional de diversos países pelo mundo.

Um ano após o petista assumir a pasta, em 2006, o Brasil era o 52° colocado de 57 participantes. Quando ele saiu em 2012 para concorrer à prefeitura de São Paulo, o país ficou em 57° de 65 participantes. O país continuou entre as piores educações dos países avaliados no ranking.

Se no Ministério da Educação o resultado de Haddad não foi dos mais satisfatórios, na prefeitura o resultado não foi tão diferente. Com uma reprovação de 68%, o prefeito de São Paulo entre os anos de 2013 a 2016 não conseguiu se reeleger ao cargo após sofrer uma derrota acachapante do ex-prefeito tucano João Dória em todos os bairros do município.

Também, não foi para menos. A sua gestão cortou o transporte escolar para alunos com deficiência, além dela gerar um corte de 6,8% na Educação, 1,2% na Saúde, 15% na Habitação e 41% na Infraestrutura Urbana. O ex-prefeito de São Paulo apesar de criticar a Pec do Teto dos Gastos Públicos por supostamente cortar dinheiro da educação, não se poupou de fazer o mesmo quando pôde.

O desempenho também não foi dos melhores na hora de cumprir suas promessas. Das 123, o seu governo cumpriu 66. Na saúde ele descumpriu 9 de 10 metas para São Paulo.

A sua gestão também foi responsável por recolher cobertores e papelões que moradores em situação de rua utilizavam para se proteger do frio do inverno de São Paulo. Na ocasião, em 2014, a temperatura mínima chegou a 3 graus.

Embora Haddad hoje afirme que não vá aumentar impostos, a sua trajetória foi bem diferente. Quando prefeito ele lutou pelo aumento do IPTU e aumentou o ITBI (tributo sobre a transmissão de imóveis). Ele também fez parte da gestão de Marta Suplicy, onde os impostos subiram 76%.

 

Os escândalos de Haddad

Fernando Haddad já foi denunciado três vezes por corrupção e ainda não se explicou em nenhuma delas.

Em maior de 2018, a Promotoria Eleitoral entrou com uma ação contra o prefeito por prática de caixa dois.  A publicitária Monica Moura afirmou em delação premiada à Força Tarefa da Lava Jato que Haddad sabia do uso de caixa 2 para a sua campanha à prefeitura de São Paulo. Estima-se que, ao menos, R$ 20 milhões entraram na conta do petista em valores não declarados, dentre os quais R$ 15 milhões vieram da Odebrecht.

Quem também acusa o presidenciável de corrupção é o Ministério Público de São Paulo. Segundo o órgão, ele teria recebido R$ 2,6 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia para o pagamento de uma dívida de sua campanha à prefeitura.

O Ministério Público também acusa Haddad por improbidade administrativa em relação a possíveis irregularidades em trechos na construção de ciclovias de São Paulo. De acordo com o órgão, foram violadas normas do direito público. O quilômetro de um certo trecho da obra custou R$ 4,4 milhões, enquanto na gestão anterior o mesmo trecho R$ 617 mil.

Quando era ministro da Educação, Haddad usou jatinhos da Força Área Brasileira para transportar a esposa e a filha por 129 vezes entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011. Desse total, 48 foram voos exclusivos.

 

Artigo enviado pelo voluntário Pedro Augusto


Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da Renova Mídia

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