Português   English   Español   Italiano   Français   Deutsch
Português   English   Español   Italiano   Français   Deutsch
- PUBLICIDADE -

HIV: o que você precisa saber sobre o vírus

Victor Medeiros

Victor Medeiros

HIV: o que você precisa saber sobre o vírus
COMPARTILHE

A característica mais marcante da infecção pelo HIV é a sua ação sobre os leucócitos, que são as células sanguíneas de defesa.

O vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), foi encontrado pela primeira vez em chimpanzés nos anos 1930.

No entanto, esse vírus foi observado clinicamente apenas em 1981, nos Estados Unidos. Já no Brasil, o primeiro relato existente é do ano de 1982.

Desse modo, desde o primeiro relato oficial, aproximadamente 74,9 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus e cerca de 32 milhões de pessoas foram a óbito devido AIDS, de acordo com a UNAIDS.

Sobre o vírus HIV

O HIV é um retrovírus, isto é, um tipo de vírus que armazena suas informações genéticas na forma de RNA e possui uma enzima chamada de transcriptase reversa, que é responsável por produzir dentro da célula humana infectada um molde de DNA a partir do RNA viral. Logo, esse DNA viral resultante é incorporado ao DNA da célula infectada, com a ajuda da enzima integrase, para produção de novas copias. Por conseguinte, há a destruição da primeira célula infectada, para que o vírus alcance outras e consiga se multiplicar cada vez mais. O processo é o inverso do que ocorre na célula humana, na qual o DNA que é responsável pela produção de um RNA, processo chamado de transcrição, por isso o vírus é classificado como retrovírus. 

A característica mais marcante da infecção pelo HIV é a sua ação sobre os leucócitos, que são as células sanguíneas de defesa. Nesse sentido, há a depleção seletiva por linfócitos CD4+, também chamados de linfócitos T auxiliares, os quais são responsáveis pelo controle e desenvolvimento da resposta imune, sendo ativados pelas células apresentadoras de antígenos (APC) na presença de antígenos. E, após essa ativação, os CD4+ são induzidos a produzir proteínas, como as citocinas, para ativar outras células do sistema imune. Dessa forma, a pessoa infectada pelo HIV terá seu sistema imunitário prejudicado, tendo a contagem de linfócitos CD4+ reduzida, o que o tornará susceptível ao desenvolvimento de outras patologias, fato que caracteriza o surgimento da AIDS no indivíduo. De acordo com Alexandre Marra, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “Ao longo dos anos, com a multiplicação do vírus e a diminuição das células T CD4+ a níveis críticos, o organismo fica vulnerável às infecções chamadas oportunistas, que comumente não acontecem em quem tem uma boa imunidade”.

O vetor da infecção responsável pela AIDS é divido em 4 grupos, sendo eles: grupo M, que é o majoritário; grupo N; grupo P; grupo O. Cada grupo é dividido em subtipos. No entanto, nesta quarta-feira, 06/11/2019, uma NOVA CEPA do vírus foi identificada em um estudo publicado na revista “Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes”. A nova cepa, nomeada como subtipo L, pertencente ao grupo M, ratifica a fala da pesquisadora da farmacêutica ABBOT, Mary Rodgers, que disse: “o vírus do HIV não é um agente infeccioso estático, isso quer dizer que ele sofre mutações e está em constante evolução”.

Além disso, com a exposição do indivíduo ao HIV, o vírus passa por 3 principais fazes:

1º: INFECÇÃO AGUDA:

Fase em que grande quantidade do vírus e produzida pelo corpo.

2º: FASE ASSINTOMÁTICA:

Fase em que o vírus está ativo, mas não enfraquece o organismo. Se não for tratada, a pessoa permanecera assim por aproximadamente 10 anos.

3º: FASE SINTOMÁTICA INICIAL:

Período no qual os níveis de CD4+ caem drasticamente e a pessoa começa a apresentar os primeiros sintomas. 4º: fase em que os níveis de CD4+ estão inferiores a 200/mm³. Nessa fase, se não houver tratamento, a expectativa de vida é de no máximo 3 anos.

Prevenção

Atualmente, a prevenção contra o HIV é basicamente associada a intervenções comportamentais. Nesse caso, as ações são: uso de preservativo para a prática sexual, evitar contato com objetos contaminados, como o caso de seringas ou objetos perfurocortantes que tiveram contato com sangue, e uso da profilaxia pré e pós exposição.

O Brasil conseguiu reduzir o número de mortes pelo HIV devido ao tratamento gratuito a todas as pessoas vivem com o vírus.

O SUS atua com a profilaxia pré-exposição, cujo objetivo é prevenir a infecção por HIV por meio da ingestão diária de um medicamento que é uma combinação dos antirretrovirais tenofovir e entricitabina. Ela bloqueia a entrada do vírus HIV no DNA das células de defesa do organismo, impedindo a sua replicação. Se utilizado de forma regular, sem interrupções, ele reduz em 90% o risco de infecção. 

- PUBLICIDADE -
Error: Embedded data could not be displayed.
TÓPICOS
COMPARTILHE
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no telegram
Compartilhar no reddit
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
VEJA TAMBÉM
Error: Embedded data could not be displayed.