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Hospital venezuelano cancela cirurgias por falta de água

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Em um dos maiores hospitais públicos de Caracas, a maioria dos banheiros está fechada. Pacientes enchem garrafas em uma torneira minúscula no térreo que às vezes só tem um fio de água.

O hospital da Universidade Central da Venezuela, que chegou a ser um líder latino-americano, sofre com a falta de água nas torneiras.

“Fui ao bloco de operação e abri a torneira para lavar as mãos, como é preciso fazer antes de uma cirurgia, e não saiu nada”, disse a ginecologista Lina Figueria.

Os cortes de água são o acréscimo mais recente a uma longa lista de aflições dos venezuelanos, que atravessam o quinto ano de uma crise econômica que desencadeou desnutrição, hiperinflação e emigração.

Os problemas da rede de abastecimento de água devido à falta de manutenção se agravaram nos últimos meses, privando de água encanada constante muitos dos 3 milhões de habitantes da cidade.

Caracas se localiza em um vale cerca de 900 metros acima do nível do mar, e sua água é bombeada de fontes muito mais baixas —mas as bombas não estão sendo cuidadas, peças de reposição são raras e o governo do ditador Nicolás Maduro está com pouco dinheiro em caixa.

“Durante muitos anos esse processo de deterioração não foi perceptível. Mas agora os sistemas de transporte de água estão muito danificados”, disse José De Viana, ex-presidente da Hidrocapital, prestadora de serviços estatal a cargo do abastecimento de água de Caracas.

O chavismo costuma dizer que a falta de água é resultado da sabotagem de “terroristas da direita”.

 

Com informações da Folha
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