Iêmen vive pior crise humanitária do planeta e nenhuma previsão de encerrar conflito

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O país árabe vive a maior crise humanitária do mundo com milhões passando fome e uma epidemia de cólera que se alastra.


Uma solução negociada para conflito no Iêmen parece cada vez mais distante e a guerra pode piorar ainda mais depois que os rebeldes houthis, mataram Ali Abdullah Saleh, antigo aliado e ex-ditador do país.

Numa guinada inesperada, em 4 de dezembro, Saleh morreu atingido pelos houthis quando tentava fugir da capital, Sanaa, depois de vários dias de enfrentamentos entre os seus homens e os rebeldes, que lutaram no mesmo lado nos últimos três anos.

A Arábia Saudita – que lidera a coalizão militar que intervém no Iêmen contra os houthis desde março de 2015 – viu na morte de Saleh a possibilidade de acabar com os rebeldes, agora que eles não têm mais o apoio das forças do ex-ditador.

O conflito armado e o imenso bloqueio imposto pela Arábia Saudita ao país está tendo um impacto devastador para a população de 26 milhões de pessoas, das quais 20 milhões precisam urgentemente de ajuda humanitária e 7 milhões dependem completamente dos alimentos fornecidos por organismos internacionais, segundo a ONU.

 

Com informações de: (1)

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