OPINIÃO: Igualdade ou desigualdade de gênero?

De uns anos para cá a sociedade tem testemunhado o avanço de algo que até então era totalmente inimaginável até mesmo às mentes mais férteis.

A identidade de gênero tomou conta dos meios de mídia do país e do mundo. Por mais desinformada que seja a pessoa, é hoje impossível não ter contato direto com o tema. Revistas, jornais, televisão, rádio, internet, gibis, na escola, na faculdade/universidade e até mesmo em algumas igrejas.

Mas o que vem a ser identidade de gênero? Nada mais é do que a forma como a pessoa se vê e/ou se compreende. Exemplo: o sujeito nasce homem, porém se vê como mulher. O que antigamente poderia ser tratado como algum tipo de distúrbio psicológico, hoje é resolvido com intervenção cirúrgica e direito na mudança por lei de sua identidade civil. Assim sendo, o cidadão nascido João, passa a ser reconhecido como Joana.

Mas como chegamos neste ponto, e, quais os agentes de influência por detrás dos fatos? Dois movimentos têm destaque nisto tudo: LGBT e as Feministas. Ambos brigam para a derrubada da moralidade cristã e do patriarcado, que segundo eles, é fonte de opressão e ódio. Desde que mediante pressão do Lobby gay americano ainda na década de 70, a homossexualidade foi retirada da lista de distúrbio mental e/ou emocional, uma nova frente de batalha foi aberta pelo movimento LGBT que, desde então, não encontra mais resistência em sua agenda. Aliado com as feministas, o movimento LGBT vem avançado com sucesso, uma vez que tem ao seu lado a grande mídia e a imposição do politicamente correto.

O politicamente correto nada mais é do que uma forma opressora de manipulação mental imposta aos cidadãos. Através dele, as pessoas passam a ter medo de expor sua opinião em relação a temas que o establishment esquerdista julga estratégico. E esse medo se dá pela forma raivosa e intolerante que a esquerda trata as pessoas que pensam de forma oposta. Na primeira discordância o cidadão é taxado de racista, nazista, fascista, homofóbico, misógino, xenófobo entre outros milhares de adjetivos. Desta forma se aplica o politicamente correto e, por esta, o cidadão adquiri o que se conhece por paralaxe cognitiva.

Mas o fato da pessoa não se identificar com gênero biológico não é um problema. A questão a ser debatida é a pressão que estes grupos fazem para terem direitos especiais unicamente por suas preferências sexuais. Nunca na história do mundo uma classe teve direito somente por sua condição sexual. O que se propõe é a criação de uma classe com poderes e direitos sob as demais, unicamente baseada na opção sexual. Deste modo, de uma hora para outra, o cidadão gay ou transgênero teria preferência em concursos públicos, por exemplo.

Esse tipo de situação é tão absurda que simplesmente paralisa as pessoas e as deixa sem reação. O que é preciso distinguir antes de prosseguir é a diferença entre o gay e o gayzista. O gay é o cidadão com atração sexual pelo mesmo sexo. Este deseja viver sua vida como qualquer outra pessoa e não pede nem espera receber direitos ou privilégios de toda sorte por isso. O gayzista é aquele cidadão que mede o mundo, as pessoas e os desdobramentos da sociedade mediante a sua preferência sexual e, somente por estar nesta condição, sente-se na obrigação de reivindicar direitos especiais. Por tanto nunca combata o gay — até mesmo por uma razão lógica: o homossexualismo sempre existiu e sempre existirá. A luta é contra os gayzistas LGBT.

A identidade de gênero, forçada como conduta normativa pelos gayzistas LGTB e as feministas, faz com que em nome da “igualdade” seja fomentada uma desigualdade sem igual. É o que vem ocorrendo na liga feminina de vôlei no Brasil. A jogadora Tiffany (que na verdade é homem, mas virou “mulher”) vem quebrando todos os recordes da liga no ano de 2017. Isso é incrivelmente desmotivante para as mulheres de verdade (biológicas). Pois estas sabem que jamais poderão superar a força física de Tiffany, que é biologicamente do sexo masculino. Sem contar que a equipe de Tiffany leva vantagem em relação às outras compostas apenas por mulheres. Se isso se espalhar para outros esportes, exemplo do atletismo, as mulheres biológicas simplesmente podem parar de competir, pois todo seu esforço será em vão, uma vez sabendo que o máximo da glória que poderão atingir será o segundo lugar. Vendo o caso de Tiffany, é fácil notar a ação do politicamente correto fazendo influência direta no comportamento da maioria das atletas que, vendo a disparidade entre elas e Tiffany, nada falam, com medo de represálias da mídia e da patrulha do politicamente correto. Mas se situações como está passarem a ser comuns, naturalmente haverá uma revolta das atletas que, no mínimo, exigirão uma liga somente para transgênero.

A identidade de gênero e a homossexualidade, não são em si um problema social. O problema está na agenda globalista de esquerda que quer impor o absurdo como conduta aceitável. Homens e mulheres são diferentes biologicamente. O fato de uma intervenção cirúrgica e a mudança de identidade civil, não faz com que a biologia mude. Homens que “tornaram-se” mulheres, ainda produzem testosterona; sendo assim, precisam tomar estrogênio o resto da vida. E isso prova que a biologia não muda.

A luta da esquerda por igualdade está promovendo desigualdade. E agora o que farão eles? Voltarão atrás em seu discurso, podendo desta forma ser taxados de preconceituosos contra aqueles que defendiam? Alterar de forma forçada a distinção biológica da natureza humana nunca funcionará. Fará apenas com que a discussão aumente cada vez mais.

O ponto é: Será que eles sabem que forçar as coisas como estão fazendo contribuirá inevitavelmente para o aumento sistemático do preconceito? Sim, eles sabem e desejam isso! Qual a vantagem em fazer isso?

A chegada do PT ao governo federal não se deu por mero acaso. Muito antes do ano 2002 (quando Lula foi eleito presidente) o PT e a esquerda de maneira mais ampla, já viam trabalhando em meio à sociedade, avançando sua agenda de transformação cultural. Essa transformação, lenta e gradual não foi percebida à época e, ainda hoje, para muitas pessoas, continua invisível.

Nos anos 60, os militares estavam sentados no poder, a pedido da sociedade que temia as ideias comunistas do então presidente Jango. Os comunistas atônitos em perceber que a esquerda não tinha o apoio da massa (coisa que eles juravam possuir), realizaram um trabalho minucioso de reflexão estratégica dos erros cometidos e de como poderiam reverter o jogo. Uma parte da esquerda aderiu à guerrilha armada, inspirados no caso de sucesso de Fidel Castro, em Cuba. Membros do PC do B e demais partidos de esquerda se jogaram à morte em guerrilhas fadadas ao fracasso. A outra metade da esquerda, composta por intelectuais marxistas, preferiu estudar a grande novidade recém-chegada ao Brasil; os livros de Antônio Gramsci.

Gramsci defendia a tomada do poder de uma maneira sutil, lenta e gradual. Abominando, em um primeiro momento, o uso de guerrilhas (mas não descartando). Com isso a esquerda foi se infiltrando nas escolas, faculdades, teatros, música, mídia, clubes de bairro e etc. Foram injetando doses pequenas de socialismo aqui e ali durante anos até que chegasse ao ápice, que para Gramsci seria quando a sociedade toda aderisse ao socialismo sem perceber. Os valores e a moralidade foram minados, silenciosamente, em baixo dos narizes de todos nós. Isso explica a razão de ligarmos a TV ou o rádio e nos depararmos com a pornografia quase explicita.

Neste ponto, quando as pessoas começam a raciocinar com uma visão à socialista é que bandeiras como a causa dos gays ou das abortistas passam a tomar o centro do debate público. O Brasil já chegou neste estágio, e já podemos perceber isto com extrema facilidade. A situação está tão avançada por aqui, que já temos até um homem (trans) na liga feminina de vôlei e, recentemente, o Ministério da Defesa obriga toda mulher (trans) a alistar-se no Exército, passando por toda etapa de seleção e após, de treinamento. Não é preciso ser um gênio para notar que isso enfraquecerá a tropa; uma vez que, uma mulher não tem a capacidade física de acompanhar o ritmo frenético de treinos impostos aos homens. Essa disparidade inevitavelmente irá suscitar brigas e discussões de toda sorte.

Não perceber que coisas assim vão contra a ordem natural das coisas é justamente o que Gramsci desejava. Situações inimagináveis em um passado não tão distante, hoje são realidades explícitas. Até mesmo no MMA, um homem (trans) que luta na categoria feminina, vem literalmente quebrando suas adversárias: hematomas terríveis e ossos quebrados são o que as adversárias (mulheres biológicas) ganham ao enfrentar um ex-militar e caminhoneiro que decidiu ser “mulher”. É claro que isso despertará a indignação de quem ainda não foi contaminado com o Marxismo Cultural e é justamente aí que o movimento revolucionário entra com sua máquina de difamação pública, adjetivando todo e qualquer cidadão que ousar falar contra a loucura vigente.

Muito mais do que uma questão de gênero, o movimento revolucionário perverte as bases da sociedade fundada nos pilares da moralidade judaico-cristã, para que uma mudança de valores se sobressaia a isto e uma nova visão de sociedade seja aceita. Partindo dai para a implantação completa do socialismo sem resistência, sem tiros, sem armas, sem resistência.

Porém no Brasil, o movimento esquerdista sofre com a escassez de algo que outra tinha de sobra, intelectuais. Sem estes para planejar o passo a passo da revolução, este fica perdido, dando voltas sem objetivo, sem conseguir avançar. Por isto que por aqui, somente a agenda do SEX LIVE faz sucesso e avança sem conhecer limites. O movimento LGBT seguirá em busca de mais e mais direitos baseados unicamente em sua conduta sexual. Exigirão ser casados na igreja e, seguramente conseguirão este objetivo; deixando padres e pastores em uma situação delicada. Trair a religião em cumprimento da justiça, ou ser fiel à religião ferindo a justiça? Qualquer caminho que os religiosos seguirem os levará a cometer erro. A caça aos cristãos passará a contar com as bênçãos do Estado. Outros passos serão dados como o aborto, à liberação total das drogas e até mesmo a legalização da pedofilia, bem como toda e qualquer conduta sexual possível, incluindo na lista, sexo com animais.

É possível perceber que discutir gênero é na verdade um engodo para uma agenda muita mais ampla e muito mais perversa que, seguramente, será consolidada cedo ou tarde.

Aqui é muito visível a aplicação do jogo duplo onde qualquer resultado beneficiará o movimento revolucionário. Se a sociedade se acostumar com as mudanças e a liberação total do sexo e das drogas o movimento vence. Se, por outro lado, houver resistência, o movimento promoverá uma série de leis contra a “homofobia”, dando poderes de deuses aos gays e usuários de drogas. Seja lá o caminho a se seguir, o movimento sempre estará um passo na frente da resistência, normalmente atrasada 30 anos. Desculpem-me, mas essa história não tem final feliz.

Artigo de Fábio Martins no projeto #VoluntáriosRENOVA

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

1 Comentário

  1. Roberto disse:

    Parabéns pelo texto, continuem nessa batalha.

    Sugestão: Criar pagina no FB ou algum canal do youtube que informa sobre as principais noticias do site.

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